O problema da falta de medicamentos profilático para os portadores do vírus HIV foi provocado pelo governo federal, que cortou R$ 1 bilhão do orçamento do Ministério da Saúde. A justificativa é do secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian.
‘‘Se o governo da União não tem recursos para fornecer os medicamento, que efetivamente são de alto custo, o mesmo ocorrendo com os Estados, o que dizer dos Municípios. Certamente é um grave problema, que precisa ser resolvido. Mas a solução passa necessariamente pelo governo central’’, enfatizou Agajan. Ele afirma que a decisão das entidades não governamentais, de acionar judicialmente o Município e o Estado, está desconsiderando esta situação.
O secretário argumentou que, além de dispor de menos recursos do que a União e os Estados, os municípios têm a obrigação de priorizar a atenção primária à saúde, com fornecimento de medicamentos para o atendimento básico.
‘‘O problema não é só de Londrina ou do Paraná, mas de todo o Brasil. É necessária ação política para exigir do governo federal uma redefinição de suas prioridades na área da saúde’’, complementa Agajan.
O Secretaria de Estado foi contatada pela Folha mas informou que somente hoje teria uma posição sobre o assunto.

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