Ativos e cheios de energia na infância e na vida adulta, os animais de estimação também precisam de cuidados especiais quando chegam à velhice. Como nos humanos, na fase senil há queda na atividade metabólica do organismo de cães e gatos. Eles reduzem a atividade física, os dentes ficam enfraquecidos e aparecem deficiências como cegueira e surdez. Doenças articulares que causam dores também acometem os bichinhos idosos.
De acordo com a médica-veterinária Tiemi Takei, as pessoas associam o comportamento mais lento dos pets à idade avançada. Muitas vezes, entretanto, a lentidão é indicativo de dificuldades.''Os animais velhos também brincam. Quando eles ficam muito quietos, pode ser sinal de dor, por isso é bom prestar atenção'', explicou.
Ela ressaltou que, por dificuldades na audição e na visão, os gatos e principalmente os cães passam a dormir por períodos prolongados e ficam mais tempo parados. ''Recomendo proteger a piscina, evitar buracos em casa e até mesmo prestar atenção para não atropelar os bichinhos na garagem. Por causa das deficiências, eles ficam mais suscetíveis a acidentes'', disse.
Segundo a veterinária da Vetnil, Isabella Vincoletto, a alimentação de um animal idoso é o primeiro cuidado a ser adotado pelo dono. Além de alimentos de fácil mastigação, uma dieta balanceada, condizente com o gasto energético do pet, é indispensável para que o animal não ganhe peso.
A aparição de placas bacterianas e mau hálito, e perda da dentição também é muito comum durante a velhice, podendo dificultar a ingestão dos alimentos e, em casos mais graves, ser a causa da anorexia. Por isso, é importante o proprietário realizar a escovação dos dentes do animal ou, uma vez por ano, levá-lo ao veterinário para prevenir a formação de tártaro.
Outro cuidado para amenizar a progressão das mudanças metabólicas naturais, resultantes do processo de envelhecimento, é a prática de atividade física. Os exercícios contribuem para manter o tônus muscular e favorecem a circulação do sangue.
''A manutenção do peso corporal é um dos fatores determinantes para a prevenção de artrites e artroses. Cães em forma são menos predispostos a desenvolver problemas articulares'', explicou Isabella.
a veterinária Tiemi acrescentou que os cães de grande porte entrem na velhice por volta dos 8 ou 9 anos. No caso dos cachorros menores, esse limite acontece entre 10 e 12 anos. Já os gatos passam a ser considerados idosos depois dos 16 anos.
Segunda ela, assim como os humanos, os animais de estimação têm apresentado maior longevidade, principalmente pelo melhor tratamento dispensado pelos donos, que investem em rações de qualidade e assistência veterinária. O diagnóstico precoce de doenças como tumores e insuficiências cardíacas e renais, assim como o tratamento adequado para essas enfermidades, também contribuem para a vida mais longa dos bichos.
No dia a dia na clínica, Tiemi observa que os animais castrados tendem a viver mais e com qualidade de vida superior. ''Eles são menos ansiosos e envelhecem melhor'', constatou.

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