Certos cuidados garantem uma segurança maior durante uma anestesia. ''O paciente deve ficar em jejum durante as oito horas que antecedem a cirurgia, eliminando sólidos e gorduras, pois ele pode vomitar durante a cirurgia e o ácido gástrico, que possui um teor de acidez muito corrosivo, pode entrar no pulmão e queimá-lo'', alerta o médico Laerte Storti. Ele explica que a glote e a tosse impedem que o vômito atinja o pulmão quando a pessoa está acordada, mas quando está anestesiada isso não acontece.
Todos os pacientes devem passar por uma avaliação pré-anestésica, orientação regulamentada por uma portaria do Ministério da Saúde que exige que o profissional faça uma avaliação do paciente. ''É nessa consulta que o médico entra em contato com o paciente para verificar se existe alguma alergia, se ele ingere alguma medicação ou se o ingeriu algum tipo de droga'', informa Storti. ''Pessoas que ingerem substâncias entorpecentes como cocaína ou crack correm riscos de sofrer reações graves se não relatarem o seu consumo para o médico'', orienta.
Existem outras condições que oferecem riscos, como a diabetes e a pressão alta. ''Para quem passou pela avaliação e os exames constataram que existe um risco cardiológico, o anestesista faz um laudo e informa que há risco cirúrgico e isso vai orientar o cirurgião a escolher melhor as opções, principalmente em cirurgias do abdômen'', orienta Storti.
Depois de uma avaliação pré-anestésica, o médico aplica uma medicação osteolítica, ou seja, uma sedação que remove a ansiedade do paciente para minimizar as possibilidades de traumas psíquicos. ''Tudo o que é desconhecido gera medo no paciente, mas trata-se de uma medicação segura'', garante o médico Renato Madureira Fernandes. (V.O.)

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