Na hora de viajar, os donos de pets precisam decidir se os levam na viagem ou se eles ficarão aos cuidados de alguém, seja em casa ou em um hotel especializado. Decidido que irão todos juntos, uma série de providências deverá ser tomada. E o destino e o meio de transporte influenciam nisso.
A veterinária Juliana Elisa Silva alerta que a carteira de vacinação é o item principal em qualquer das alternativas e deve estar sempre em dia. ''Se a viagem for entre Estados é importante tanto a vacina V8 - contra leptospirose, cinomose, parvovirose etc - como a antirrábica. Dentro do mesmo Estado é importante a de raiva. Se o veículo for parado por policiais eles vão pedir, principalmente nas viagens interestaduais'', explica.
Juliana lembra que é importante vacinar o animal 30 dias antes da viagem, para que surta efeito. Caso o animal seja vacinado anualmente, não há essa necessidade.
Se o meio de transporte escolhido for ônibus ou avião, além da carteira é necessário um atestado médico veterinário, garantindo a sanidade física, mental, vacinas e ausência de problemas de pele.
Nas viagens internacionais, além de todos os cuidados anteriores, algumas vacinas são obrigatórias. ''Há uma específica de leptospirose no exterior, além de giardiose e pneumo. O chip e o atestado médico, que tem validade de 15 dias, portanto, não pode ser providenciado com tanta antecedência, também são obrigatórios'', ressalta.
''O mais seguro para conduzir o animal é usar cintos de segurança apropriados, caixas de transporte ou as cestinhas para animais que também dispõem de cintos. Gatos devem ser transportados somente em caixas, por serem mais agitados'', afirma a veterinária.
Ela explica que os cintos são de vários modelos e ficam presos na própria trava do cinto de segurança do carro. Vale lembrar que transportar o pet solto dá multa e perda de pontos na carteira. As caixas devem ser presas com o cinto para evitar que caiam em caso de uma freada brusca.
Junto com as malas
O transporte para avião e ônibus é diferente. Os animais viajam em caixas de transporte, com as malas, no bagageiro. ''Algumas empresas até permitem que eles viajem junto do proprietário, dentro da caixa, mas é necessário pagar pela outra poltrona. A caixa deve ser grande o suficiente para que o animal consiga dar uma volta em torno de si mesmo, tem que ter comedouro e bebedouro especiais para viagem e ser forrada de maneira que o animal não se machuque, além de absorver os dejetos. Também é importante saber que não tem como tirar o animal da caixa durante as escalas'', enumera Juliana.
Vale lembrar que cada companhia de ônibus ou avião tem regras próprias. ''É fundamental verificar com a empresa escolhida para não ter surpresas. Além disso é preciso ter muito cuidado na acomodação, para evitar que o pet fuja ou se machuque durante a viagem'', explica Juliana.
Ela ressalta que todo o processo é um estresse muito grande para o animal. Para ajudar existem medicamentos, fitoterápicos ou não, que podem ser prescritos pelo veterinário, para o pet ficar mais calmo. ''O estresse é pior do que ficar em um hotel. O animal só deve ser levado em último caso.''

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