Cuidados devem ser maiores no verão
Os técnicos são unânimes em afirmar que contra o cupim a melhor saída é a prevenção, pois a erradicação é difícil e cara. Em Londrina, segundo o técnico agrícola da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sidney Antônio Berto, mais de 90% das infestações são causadas pelo cupins subterrâneos (há os de madeira seca).
Por isso, segundo ele, a primeira medida de prevenção é manter terrenos e quintais limpos da presença de madeira, que ''pode chamar o cupim''. Quem mora próximo a fundos de vale ou áreas de vegetação deve redobrar os cuidados. A medida vale também para moradores de bairros mais antigos, caso do Shangri-lá, onde já existem registros de cupins.
Berto também recomenda verificações periódicas a cada seis meses para checar se houve infestação. Madeiras mais moles, usadas em móveis e batentes, atraem mais os insetos. Ele explica que os cupins são facilmente identificáveis. ''Ao contrário de formigas e vespas, que são acinturadas, os cupins tem a forma de bastonetes.''
No verão, os insetos formam novas colônias e o risco de infestação é maior. Se, mesmo com a prevenção os cupins surgirem, a melhor saída é procurar ajuda especializada. ''As empresas têm condições de fazer um diagnóstico e descobrir onde estão as colônias, que geralmente abrigam-se sob o solo'', comenta.
Soluções caseiras, como aplicação de óleo diesel, querosene e benzina, podem acabar em prejuízo. Ele argumenta que os produtos têm efeito repelente ou matam apenas os cupins superficiais, sem afetar a colônia. O custo de uma dedetização varia de acordo com o tamanho da infestação. ''Vai de R$ 100 a R$ 10 mil.''





