Com o avanço da doença, o paciente se torna cada vez mais dependente de um cuidador. O psiquiatra Eduardo Prado afirmou que em um estágio intermediário a pessoa tem o risco de se perder e é necessário que uma pessoa de confiança a acompanhe de perto. ''O paciente vai perdendo todas as funções do cérebro e sabemos que na fase final o cérebro fica atrofiado pela doença'', disse. Ele destacou que a forma de cuidar depende da situação de cada paciente, mas no final geralmente é necessário um cuidador 24 horas.
Apesar das dificuldades enfrentadas pela família e pelo paciente, o psiquiatra disse que o ideal é sempre buscar melhor qualidade de vida. ''É importante incentivare o doente a fazer caminhada, se alimentar bem e buscar tratamento para os sintomas de comprometimento mental que variam muito de caso para caso'', orientou.
O médico afirmou que a presença do paciente nas festas de família e a vida social são benéficas, mas é preciso prepará-lo para estar lá, explicando sobre o lugar, o barulho, as pessoas que estarão presentes. ''É uma pessoa que continua viva e tem que continuar mantendo uma vida ativa'', destacou. Prado observou que a família de um paciente tem um grande desafio. ''Quem tem um doente assim em casa deve começar se imaginando no lugar daquela pessoa. É um problema que pode acontecer com qualquer um.'' (M.A.)

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