Cuidados com o carro evitam poluição do ar
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domingo, 08 de março de 2009
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
O aposentado Paulo Carnietto, 52 anos, é frequentador assíduo de uma oficina mecânica na Zona Norte de Londrina. E não é porque o carro dele sempre apresenta defeito. Pelo contrário. Ele é um exemplo de proprietário consciente, que cuida da ''frota'' da família justamente para evitar problemas.
A preocupação é com o bolso, uma vez que fica mais barato investir na manutenção do que em consertos. Mas o hábito tem ainda um componente ambiental, já que o veículo bem regulado polui menos e proporciona economia no consumo de combustível.
''Periodicamente troco o óleo e o filtro de combustível e do motor. Trago na oficina para fazer a 'descarbonização' do carro. Dessa forma, reduz a poluição'', revela. Carnietto, que ajuda a cuidar da manutenção dos carros do casal de filhos.
A postura de Carnietto, no entanto, está longe de ser regra. De acordo com o mecânico Rogério Aparecido Niwa, 35, cerca de 30% dos veículos que passam pela oficina não estão completamente regulados. A consequência é uma maior emissão de gás carbônico. ''Um carro desregulado chega a poluir até 40% a mais do que um regulado. E o consumo de combustível também é bem maior'', alerta.
A emissão de gás carbônico é um problema grave, ainda mais levando-se em consideração a frota da cidade: mais de 250 mil veículos registrados, de acordo com dados do Detran. E o crescimento ocorre ano a ano. ''Em Londrina percebemos que, enquanto o incremento do número de veículos é de 6% a 7% por ano, o número de motos, por serem mais acessíveis, cresce até 12%'', afirma a gerente de trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
Para o mecânico Niwa, grande parte dessa frota circula pelas ruas da cidade sem a regulagem adequada. Ele exemplifica: apenas 20% dos donos de veículos diagnosticados desregulados na oficina dele voltam para consertar. O ideal, acrescenta, é fazer uma inspeção de emissão de gás carbônico pelo menos a cada dois anos.
O certo, ensina, é levar o carro ao mecânico assim que o carro comece a falhar ou quando for constatado aumento no consumo de combustível. ''Nesses casos, com certeza o veículo está poluindo bastante'', decreta.


