Cuidados com a raiva não devem ser esquecidos
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sábado, 08 de setembro de 2007
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Ontem, o dia foi marcado pela luta mundial contra a raiva, enfermidade ainda presente no mundo e no restante do Paraná. Neste ano, o Estado registrou 214 casos da doença em animais e, segundo a Organização Mundial de Saúde, a raiva mata cerca de 55 mil pessoas por ano.
Londrina não registra um caso de raiva em humanos e em animais há mais de 20 anos. Embora a Secretaria Municipal de Saúde considere que o vírus não esteja mais em circulação no município, os cuidados com a doença não devem ser esquecidos. Animais de estimação (mamíferos) têm de ser vacinados todos os anos.
A Secretaria Municipal de Saúde adota um procedimento de profilaxia pós-exposição quando são registrados casos de mordidas de animais. Neste caso, a pessoa precisa tomar vacinas (que variam de duas a cinco doses, conforme a gravidade do ferimento e os locais atingidos) e soro. Além disso, quando o animal é de estimação há um acompanhamento que verifica mudanças comportamentais ou óbito sem causa aparente. Em caso de morte, técnicos da Vigilância Sanitária recolhem material do bicho, que é enviado para análise em Curitiba.
Procedimento completo - No entanto, a diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Simone Garani Narciso, explica que, se a mordida partir de animais silvestres, a pessoa deve passar pelo procedimento completo de vacinas e soro porque o acompanhamento do ''agressor'' não pode ser feito. A veterinária Patrícia Nasser Gardemann, residente do Hospital Veterinário da UEL, explica que a grande população de animais de rua em Londrina é preocupante e que, por isso, os bichos de estimação devem ficar presos para evitar contatos.
''Na rua, o ideal é que o animal seja preso na guia e ande com o dono para evitar contatos com outros animais que possam ter o vírus'', afirma Patrícia. Ela acrescenta que o vírus da raiva é transmitido pela saliva. Todos os animais mamíferos devem ser vacinados anualmente e, no caso dos cachorros, a vacinação deve ocorrer após os quatro meses de vida. O custo de uma dose varia de R$ 8 a R$ 35.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, no Paraná são realizados cerca de 30 mil atendimentos por ano de profilaxia da raiva em humanos. Após uma mordida, os primeiros cuidados são lavar a ferida com água e sabão e procurar uma unidade de saúde. Nas regiões de fronteira com o Paraguai, o Estado realiza campanhas anuais de vacinação. Este ano, por exemplo, foram vacinados mais de 129 mil cães e 22 mil gatos em 25 municípios.
Doença - A raiva é uma doença viral, infecciosa aguda de notificação obrigatória, transmitida por mamíferos e pode causar o óbito de uma pessoa infectada. A doença é uma zoonose passível de ser controlada em meios urbanos, devido aos instrumentos de vigilância, prevenção e controle, tanto em relação ao componente humano quanto ao animal. No meio rural, é importante que os casos de mordidas de morcego nos equinos, bovinos ou suínos sejam notificados aos núcleos regionais de agricultura. Nos casos em que houver contato humano com a saliva desses animais doentes, a pessoa deve procurar o serviço de saúde rapidamente.


