Cuidados básicos previnem incêndios em casa
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Diogo Cavazotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Diariamente, o Corpo de Bombeiros (CB) recebe chamadas para conter focos de incêndio em residências. No dia 10 de setembro, foram registradas no Estado nove ocorrências desse tipo. Já no dia 3 foram 14 casos, sendo três apenas em Londrina. Na maioria das vezes o fogo começa com uma simples vela acesa em cima de móvel de madeira ou perto de cortinas. Vazamentos de gás também são a causa de muitos incêndios.
Em muitas ocasiões o fogo é facilmente controlado pelos bombeiros, mas também ocorrem tragédias em que a vida de pessoas está em jogo. Apenas neste ano, 2.811 focos de incêndio em edificações da área urbana foram registrados em todo o Paraná.
Com cuidados básicos é possível evitar que acidentes com fogo ocorram. O tenente do CB, Julian Waldrigues, explica que hoje, com o serviço de vistoria obrigatório em conjuntos habitacionais com mais de quatro pavimentos, os bombeiros exigem que as medidas corta-incêndio estejam dentro da normalidade. Residências unifamiliares não têm a necessidade de passar por vistoria.
As normas brasileiras sugerem que os edifícios não tenham escadas em leque e que os degraus sejam antiderrapantes. As paredes não podem ter cantos vivos, formando ângulos não retos, para evitar acidentes na hora de sair rapidamente. Os cantos devem ser arredondados. Móveis de prevenção, como hidrantes e extintores, são obrigatórios em todos os andares. Isso está dentro do código de prevenção do Paraná. Cada Estado adota um sistema diferente.
Nos estabelecimentos públicos as exigências são maiores, como saídas de emergência, barras anti-pânico, portas corta-fogo, entre outros. Antes da construção de um empreendimento ou conjunto habitacional é necessário apresentar o projeto arquitetônico para análise das normas de segurança.
''Aproximadamente 80% dos incêndios são em residências de madeira. Problemas com a válvula do botijão ou com o cano do gás geram muitas chamadas. É importante que sempre haja a manutenção deste material'', aconselha Waldrigues. Em lugares onde existem ligações elétricas irregulares o risco é ainda maior.
As crianças são vítimas em potencial. ''Na hora que o fogo começa elas se apavoram e tendem a se esconder. O correto seria tentar sair do local. As crianças acabam indo para trás do armário ou debaixo da cama. Com a fumaça podem desmaiar e acabam morrendo por asfixia'', alerta o tenente.
Sem ajuda
Uma das principais dicas sugeridas pelos bombeiros é que não se tente apagar o fogo sem a ajuda de profissionais. A pessoa não está com roupa adequada e nem está atenda da possível explosão de vidros ou materiais químicos. O indicado é sair imediatamente do local e ligar para o 193. Na ligação o atendente faz algumas perguntas principais. Após acionar a brigada de incêndio, que já se desloca para o local, ele realiza mais algumas perguntas, como se existem materiais tóxicos ou atípicos no local, se a construção é de madeira, se existem casas próximas, entre outras. Elas são fundamentais para que os membros da guarnição possam preparar a linha de ataque. Eles podem usar o jato de força, para combater o foco principal, ou o jato neblinado, para proteger bombeiros e residências vizinhas.


