Cuidados aumentam expectativa de vida
Acompanhando uma tendência observada na população em geral, os portadores de deficiências mentais também estão alcançando maior longevidade. Antes estigmatizados como pessoas de vida curta, hoje, graças ao diagnóstico precoce e à melhoria nos tratamentos para problemas associados à deficiência, eles chegam saudáveis à vida adulta e muitas vezes alcançam a terceira idade.
De acordo com o médico e biólogo Rui Fernando Pilotto, professor de genética médica da Universiadade Federal do Paraná (UFPR), a expectativa de vida média dos portadores da síndrome de down, por exemplo, é de 68 anos.
Orientação dos pais, fisioterapia, fonoaudiologia, estimulação e a frequência a escolas especializadas são alguns dos fatores que contribuem para o desenvolvimento dos deficientes mentais. Alguns conseguem ser incluídos na sociedade, trabalham e vivem uma autonomia vigiada. ''Mas a grande maioria é totalmente dependente de cuidadores'', diz.
Segundo o médico, os membros de famílias de deficientes que foram trabalhadas para viver a deficiência com naturalidade acabam encontrando mecanismos para cuidar da pessoa com necessidades especiais após a morte dos pais. Essa conduta, entretanto, não é a mais observada. Por isso, o médico defende também a criação de instituições específicas para atendimento de deficientes idosos.
Hoje no Paraná, de acordo com Pilotto, existem 38 mil pessoas com algum tipo de deficiência frequentando escolas especiais. Além da Síndrome de Down, outras causas comuns de deficiência intelectual são a síndorme do X frágil e erros metabólicos como as mucopolisacaridoses. A rubéola é uma das principais causas ambientais de deficiências. ®MD77¯(®MDNM¯C.A.)





