Cuidados ao visitar um paciente
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Reportagem Local 
A data 12 de maio é mundialmente conhecida como o Dia do Enfermeiro. Em homenagem a essa comemoração, profissionais dão dicas para saber como se comportar em um hospital. "No local existem pessoas internadas com diferentes problemas de saúde, o que requer cuidados, orientações e prudência neste ambiente", avisa a professora de Enfermagem da Unime, Trissa Cunha.
Para tornar a visita mais agradável e sem riscos ao paciente é importante se preparar antes. "Saber com antecedência qual o setor do paciente, os horários permitidos e o número de pessoas autorizadas é o primeiro passo. Vale também conhecer o motivo da internação e as restrições do indivíduo internado", afirma a coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Pitágoras em Londrina, Maria Angélica Esser.
O preparo para a visita inclui a escolha de roupas confortáveis, sem extravagância ou muito curtas. "O sapato deve ser preferencialmente fechado. No caso de saltos, atentar para o barulho produzido no contato com o chão, que pode incomodar os internados", conta Maria Angélica. "Também é importante avaliar se o visitante está sem nenhuma suspeita ou quadro de doença que possa ser transmitida para o enfermo", aconselha a professora de Enfermagem da Unime, Sandra Souza.
Para a unidade de pediatria as orientações sobre vestimentas são iguais. Falando neste departamento infantil, avaliar a necessidade da presença de crianças na visita: o ambiente hospitalar não é o mais adequado, pois o sistema imunológico da garotada é frágil e mais susceptível a aquisição de doenças. "Crianças só devem visitar seus irmãos, pais, mães, avós e tios muito próximos, a partir dos 12 anos, quando já são pré-adolescentes. Visitas em maternidades estão liberadas", pontua.
Já dentro do quarto, a dica dos especialistas é para não mexer nos equipamentos hospitalares, soros, sondas ou outros dispositivos que estejam sendo usados pelo paciente. "Não sentar na cama, nem colocar nada sobre o lençol, como sacolas, bolsas, celulares etc. Se precisar usar o banheiro, utilizar o espaço destinado aos visitantes", aconselha a docente dos cursos de Enfermagem e Farmácia da Faculdade Pitágoras de Guarapari, Julieta Duarte. "Lavar cuidadosamente as mãos com água e sabão, retirando relógios, anéis e aliança e passar álcool gel nos intervalos é essencial durante a visita", reforça a especialista da Bahia, Trissa.
Ser breve
A visita hospitalar é um momento para demonstrar carinho e apoio ao familiar ou amigo, por isso vale ser breve e não ultrapassar 30 minutos de visita. Falar somente o necessário e evitar comentários sobre situações desagradáveis ou estressantes. "Além disso, palavras de conforto ou religiosas (respeitando a crença do doente) são sempre bem vindas, sendo necessário evitar conversas que possam preocupar ainda mais o indivíduo internado", explica o professor da Universidade do Norte do Paraná, Lucio Mauro Santos.
A unidade de terapia intensiva é um setor diferenciado e com cuidados específicos e intensivos, por este motivo o tempo disponibilizado a visita é menor, não sendo permitido em muitas instituições o rodízio dos visitantes. É preciso que familiares e amigos se organizem para não gerar tumulto e frustrações.
Muitos costumam levar lembranças ao internado: se quiser presentear, optar por lembranças que ajudem a estimular a mente e passar o tempo, como palavra cruzada, livros ou dispositivos eletrônicos pequenos (notebook, netbook, tablet etc). "A visita é um dos fatores que mais auxiliam no conforto e diminuição do estresse do paciente", afirma Maria Angélica.
Não levar doces, bombons ou qualquer tipo de comida ao paciente internado. "A dieta de alguém hospitalizado é balanceada e elaborada pelo serviço de nutrição, que sabe exatamente o que o doente pode ou deve comer. Se for um desejo do doente, consultar e pedir permissão à nutricionista responsável", conta Sandra. As flores também devem ser evitadas, pois podem ser meio de transmissão ou agravo de doenças.
Brinquedo
Para crianças internadas, evite pelúcias. "Levar um brinquedo condizente com a idade e às limitações se torna até terapêutico. Orientações também facilitam entender e aceitar melhor os procedimentos incômodos. A vivência é capaz de fortalecer a relação com os profissionais de enfermagem, facilitando o tratamento", explica Julieta.
A visita de uma pessoa amiga é essencial e benéfica ao paciente. Entretanto, existe uma "etiqueta da visita hospitalar", que nem sempre é respeitada. "O bom senso deve sempre prevalecer e esse tipo de atenção pode agilizar o processo de recuperação e minimizar o tempo de permanência no hospital. Respeitar e não se sentir ofendido na negativa de pacientes receber visitas. É para o bem de todos", finaliza.


