Todos os meses, a manicure Sônia Sandrin de Brito acompanha a mãe Antônia Sandrina, 60 anos, ao banco para retirar a aposentadoria. ''Ela não vem sozinha de jeito nenhum. Se eu não posso vir, outra pessoa da família a acompanha'', diz Sônia, explicando que a mãe não sabe lidar com os procedimentos no caixa eletrônico e poderia ser alvo fácil de ladrões.
Atitudes como as de Sônia, que acompanha a mãe e observa atentamente as pessoas próximas ao caixa, são recomendadas pela Polícia Militar. O porta-voz do 5º Batalhão da PM, tenente Ricardo Eguedis, revela que um método conhecido como ''chupa-cabras'' tem chamado a atenção da polícia. ''Os ladrões colocam uma espécie de fita adesiva em um guichê e a pessoa não consegue sacar o dinheiro, que fica retido. Então, quando ela sai de perto da máquina para pedir ajuda, o bandido aparece e pega o dinheiro'', explica.
Apesar de a PM não ter uma estatística sobre roubos em caixas eletrônicos, a polícia acredita que o número seja alto. Segundo Eguedis, muitos usuários ''facilitam'' a ação dos ladrões. ''Tem gente que anda com muitos cartões ou saca um valor muito alto. Há outras pessoas que não percebem que há alguém por perto observando a senha'', diz.
A estudante Alaiana Faria, 21 anos, se considera uma pessoa bastante observadora. Ele informa que não entra em caixas eletrônicos no período da noite. ''Eu faço o saque antes do escurecer e, de preferência, em caixas que ficam no Centro da cidade. Não temos que esperar alguma coisa acontecer com a gente para tomar certos cuidados'', comenta.
A enfermeira Sara Teixeira, 28 anos, diz que conhece pessoas idosas que tiveram seus cartões roubados quando pediram ajuda a estranhos. ''Eu evito ir sozinha e não carrego dinheiro comigo. Quando entro num banco para usar o caixa eletrônico eu faço isso rápido e não costumo tirar grande quantia de dinheiro. Os ladrões estão muito abusados e às vezes até mesmo uma pessoa que está perto de você na fila pode estar querendo fazer alguma coisa. Como você vai saber?''

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