Pai e mãe ao mesmo tempo. As histórias de famílias que têm sua rotina alterada pela separação dos pais ou pela ausência de um deles podem ser conhecidas em inúmeros e diversos endereços, mas nem sempre elas são contadas.
  É comum descobrirmos mães que dão conta do lar sozinhas, trabalhando fora e assumindo as contas, sem descuidar da educação dos filhos. Porém, também tem muitos homens que encaram essa realidade. É o caso de Deusdete Domingues de Souza, que mora em Jataizinho (Norte).
  Aos 47 anos e morando em uma pequena residência alugada, Souza sobrevive hoje com os filhos Mateus, de 8 anos, Pedrinho, 7, e Gabriele, 6, graças ao Bolsa-Família e o benefício do INSS. Mateus está em tratamento de um tumor no estômago, o que lhe comprometeu o movimento das pernas e o tornou dependente de uma cadeira de rodas. ‘‘Tenho a obrigação de garantir o futuro deles e quero que eles sejam pessoas boas, de bom caráter’’, ressalta.
  Na família Gonçalves, a primeira visita ao ginecologista foi na companhia do pai Miguel, de 45 anos. Os passeios ao shopping para comprar roupas também foi uma tarefa assumida por ele, que criou as filhas Natally, de 18 anos e Marcelly, 20, desde quando elas tinham 8 e 10 anos. A ex-mulher mora em um outro país.
  Gonçalves diz que sempre contou com a ajuda da mãe Zoraide, mas que não deixou de cumprir seu papel. ‘‘Você nunca pode fugir da responsabilidade. ‘‘Dividimos os serviços de casa e tento ao máximo participar de tudo na vida delas’’, argumenta.


● Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizada em 2007 aponta que 18,5 milhões de mulheres no Brasil são ‘‘chefes’’ de família

● O programa governamental de transferência de renda atende mais de 13 milhões de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. O valor do benefício varia de 32 a R$ 306, de acordo com a renda mensal da família, entre outros critérios


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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