De acordo com Donizete Grande, coordenador de uma das equipes de operação de inseticidas da secretaria municipal da Saúde, apenas duas equipes trabalham no controle de ferros-velhos e borracharias. ''O levantamento de larvas é feito a cada quinze dias e a dedetização é mensal'', afirmou. A equipe comandada por ele é formada por três agentes, que fiscalizam cerca de 50 estabelecimentos do Centro e Zona Oeste de Londrina.
A reportagem da Folha acompanhou uma aplicação de inseticida em um ferro-velho do Centro da cidade. Segundo Grande, os focos do mosquito já haviam sido identificados no local 15 dias antes. ''Num procedimento de rotina, os agentes vestem calças e blusas de mangas compridas e utilizam máscara, luvas e boné e a bomba é costal'', descreveu.
Quando são confirmados mais de 15% de casos de dengue em determinado quarteirão, por exemplo, a bomba utilizada é motorizada e o equipamento de proteção individual é impermeável. ''Nesse caso, os agentes percorrem o local com a caminhonete e lançam jatos de inseticida em todas as casas. O pressão dos jatos é capaz de atingir a frente e o fundo dos quintais'', ressaltou Grande.
Otacílio Galdino, dono do ferro-velho Ferrujão, que funciona há 20 anos na cidade, afirma que sempre cuidou para que o local não fosse foco de dengue e por isso, nunca registrou nenhum caso da doença no estabelecimento. ''Sempre retiramos a água dos carros e pneus depois das chuvas, porque é só descuidar que um monte de mosquito aparece, principalmente dentro do escritório'', disse ele, reconhecendo a importância dos agentes de edemias. ''Eles fazem um trabalho de tirar o chapéu''.

mockup