Cuidado especial com crianças e idosos
Em janeiro deste ano, a dona de casa Maria Rosália Cardoso foi diagnosticada com dengue. ''Tive febre forte, manchas pelo corpo, perdi o apetite e senti muita dor nos ossos'', lembra. Segundo elas os sintomas duraram cerca de 15 dias. ''Durante esse período eu não conseguia fazer nada'', contou.
Um exame de sangue solicitado pela equipe da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Marabá confirmou a suspeita. Moradora da Zona Leste, a mais afetada pela dengue no início do ano, Maria Rosália diz que tem medo de contrair a doença novamente. ''Eu tinha vizinhos que trabalhavam com reciclagem e acho que posso ter sido contaminada em casa mesmo. Agora eles se mudaram, mas a preocupação continua porque tem muita gente que não cuida do próprio quintal e deixa recipientes cheios de água'', afirmou.
A mesma preocupação tem a dona de casa Tatiana Paulino. O filho dela, um adolescente de 13 anos, foi uma das vítimas da dengue no último verão. Ela, que também mora na Zona Leste, diz que teme que o filho recém-nascido seja contaminado pelo mosquito Aedes aegypti. ''Eu sempre mantenho o meu quintal limpo, mas nem todo mundo faz o mesmo e acaba colocando em risco a vida de outras pessoas. Se todo mundo tomasse os cuidados necessários não haveria tantos casos de dengue'', enfatizou.
Para o médico pediatra Alvarez Cunha, a situação começa a preocupar. ''Já estamos recebendo no consultório crianças com suspeita de dengue, mas ainda não confirmamos nenhum caso'', disse. Ele destacou que nas crianças e nos idosos a doença é mais grave. ''A recomendação para os pais é manter a higiene da casa, evitando juntar objetos que acumulem água. O uso do repelente é paliativo e, mesmo assim, não é garantia de proteção. O ideal mesmo é cuidar do ambiente já que não só a dengue, mas outras doenças acabam surgindo da falta de cuidados'', completou. (M.A. e M.R.)





