A engenheira eletricista Juliana Trainotti, mãe dos quadrigêmeos Débora, Giovana, Bárbara e Felipe, hoje com 6 anos, conta que o exame dos olhinhos detectou a presença do microestrabismo e hipermetropia em Débora.
Juliana explica que o microestrabismo da filha foi consequência da musculatura óptica frágil de Débora, devido ao parto prematuro dos quadrigêmeos - eles nasceram na 28 semana de gestação.
''Se não fosse o acompanhamento e a correção do problema com os óculos, o problema poderia ter se agravado'', complementa. ''Com o uso do acessório, você não é capaz de perceber que ela tem algo. Mas sem ele, a Débora força bastante e acaba ficando um pouco vesga'', explica.
Além de Débora, Giovana também utiliza óculos para corrigir o astigmatismo detectado há um ano. ''A professora percebeu que ela forçava um pouco os olhos para enxergar bem, então a levamos no oftamologista, visita que realizamos regularmente desde o nascimento deles, e aí descobrimos que ela também precisava de correção'', diz.
A artista plástica Valdirene Aparecida de Mello, mãe do pequeno Roger André Candoti Júnior, 6 anos, conta que também realizou o exame do olhinho no filho logo que ele nasceu, no entanto na época não foi detectado nenhum problema.
A observação da mãe foi fundamental para a descoberta do alto grau de miopia que se desenvolveu no garoto a partir dos 4 anos. ''Percebi que ele assistia televisão muito perto e que encolhia os olhos para enxergar. Então levei-o no oftamologista e já foi diagnosticado que ele tinha sete graus de miopia em um olho e quatro graus em outro'', revela Valdirene.
A mãe explica que o filho se adaptou muito bem aos óculos e que agora aguarda seu crescimento e estabilização do problema para que o garoto possa realizar a cirurgia de correção que ela e o marido fizeram. ''Os meus amigos até brincam que os óculos já fazem parte dele, porque ele corre, brinca e não derruba'', finaliza. (F.C.)

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