Cuidado com fogos de artifício
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Fernanda Borges <br> Reportagem Local 
Ainda que a maioria da população já saiba dos riscos de acidentes com fogos de artífico, registros de queimaduras e até mesmo de amputação de membros, continua grande a preocupação de médicos e outros agentes ligados à saúde sobre o assunto. Uma campanha da Associação Brasileira de Cirurgia de Mão (ABCM) quer levar às pessoas uma melhor conscientização quanto ao perigo desses acidentes registrados, principalmente, durante as festividades do Réveillon.
De acordo com o médico ortopedista Paulo Marcel Yoshii, membro ABCM, uma em cada dez pessoas que sofrem acidentes com fogos de artifício tem membros amputados, na maioria das vezes os dedos. O especialista londrinense ressalta também que, além das amputações, há outras sequelas causadas por estes tipos de acidentes, como a perda de visão ou auditiva.
''Sabemos que nesse período do ano há um aumento de até 20% nos casos de acidentes de queimaduras. Além dos dedos e mãos, é muito comum ferimentos no rosto e braços também. Em casos de amputações por explosão, não há muito o que fazer, como quando a amputação acontece de outras maneiras. A explosão causa um estrago muito grande'', alerta o médico.
A campanha é realizada por meio de orientações dos médicos da ABCM à sociedade por meio da própria mídia e também no seu dia a dia com os pacientes. Yoshii lembra ainda que no momento de um acidente envolvendo fogos de artifício, é importante um atendimento médico rápido. ''A família precisa cobrir o ferimento da pessoa, limpar com água corrente e procurar um Pronto-socorro. A dor dos ferimentos na região da mão é muito mais intensa que em outro lugar do corpo por causa da quantidade de terminações nervosas que ali existem'', explica.
Alerta
Responsável pelos atendimentos de acidentes e traumas, o Corpo de Bombeiros não orienta nem indica o uso de qualquer tipo de material explosivo. Segundo o capitão Rodrigo Nakamura, do 3º Grupamento de Bombeiros de Londrina, a coorporação não atende muitas chamadas relacionadas a esses tipo de acidente porque a maioria das pessoas preferem levar os acidentados direto a um hospital.
''Percebemos que não há muitas chamadas porque a gravidade do acidente assusta os familiares que preferem levar a pessoa direto a um hospital. Dependendo do calibre do rojão o acidente pode ser muito grave e por isso não indicamos o uso desse tipo de aparato'', resslata tenente Nakamura.
Segundo o oficial, a bebida alcoólica é outro fator que acaba contribuindo para o uso incorreto e facilitando acidentes. ''A dica é seguir a risca as informações contidas nos rótulos das caixas dos produtos e também manter a maior distância que puder do pavio. É importante também que as pessoas saibam que as explosões podem extourar os tímpanos e ocasionar queimaduras graves'', orienta.



