O homem de 32 anos flagrado tentando violentar um garoto de apenas 13 anos, no final do ano passado, continua preso em Londrina. Ele foi transferido do 2º Distrito Policial para a Casa de Custódia de Londrina (CCL). Chama a atenção o fato deles terem se conhecido pela internet. O garoto relatou à polícia que eles mantinham contato há pelo menos três meses e o acusado, que mora em Curitiba, veio para Londrina especialmente para conhecê-lo. O caso serve de alerta aos pais, que devem tomar cuidados para evitar que os filhos caiam em armadilhas.
De acordo com informações do tenente Ricardo Eguedis, portavoz do 5º Batalhão da Polícia Militar (PM), uma viatura da Rotan fazia uma ronda às 21h50, no Jardim Pioneiros, quando avistou um carro suspeito, um Celta vermelho, com placas de Curitiba, estacionado em um local ermo. ''O bairro é novo e tem pouquíssimas casas em construção. Os policiais acharam suspeito o carro parado em uma rua escura. Quando se aproximaram, viram os bancos da frente rebaixados e um homem sobre a criança, praticando atos libidinosos'', explicou.
O frentista foi preso em flagrante e levado à 10 Subdivisão Policial (SDP), de onde foi encaminhado para o 2º Distrito Policial (DP) e, posteriormente, transferido para a Casa de Custódia de Londrina (CCL), onde vai permanecer preso respondendo processo por atentado violento ao pudor.
Segundo o vice-diretor da CCL, Adilson Barbosa, o acusado está passando pelo processo de adaptação que dura 30 dias. Ele está dividindo uma cela com outros quatro presos, em uma ala que abriga outros 78 detentos, todos com denúncias semelhantes ou com risco de serem colocados em contato com outros presos.
De acordo com o depoimento do garoto à polícia, ele e o frentista mantinham contato em um site de relacionamento há pelo menos três meses. Nos últimos dias, vinham se falando sigilosamente, sem a presença de outros internautas. Nesse período, o acusado, que teria mentido a idade para o garoto (ele afirmou ter 25 anos), conseguiu obter do adolescente o endereço da casa de uma tia e dos pais, além dos telefones das duas residências.
No dia em que chegou de Curitiba, o frentista passou na casa da tia do menino onde estava também um primo menor de idade e levou os dois garotos para um passeio pela cidade. ''No caminho, ele deixou o primo em um shopping e teria dito que queria dar umas voltas com o menino, que foi levado para o bairro isolado. Ali ele tentou manter relações com o adolescente, mesmo contra a vontade do garoto. A sorte é que os policiais chegaram na hora e evitaram o pior'', afirmou Eguedis.

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