Cuidado com as viroses no inverno
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quarta-feira, 04 de julho de 2012
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
O inverno traz temperaturas mais amenas, mas também o risco de agravamento de viroses, comuns nesta época do ano. O alerta é do infectologista Edimilson Migowski, diretor do Instituto de Pediatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
De acordo com o médico, neste período as pessoas estão sujeitas a vários tipos de vírus, principalmente os respiratórios, como os da gripe e do resfriado. ''Esses vírus podem passar de uma pessoa para outra, por contato respiratório. Quanto mais próxima de um paciente, maior a chance de a pessoa adoecer.''
O consultor Thiago Alef Damasceno Santos, de Londrina, conta que procura ficar longe de pessoas que estejam resfriadas e toma cuidado especial com a alimentação nesse período. ''Como tenho bronquite, tenho o organismo um pouco mais sensível, por isso tomo mais cuidado. Já que gosto de sucos naturais, busco também priorizar os de frutas cítricas'', explica.
Para evitar a contaminação, o infectologista Migowski recomenda manter os ambientes bem arejados, deixando o ar circular pelas janelas, e não descuidar da lavagem das mãos. ''Muitas dessas viroses ocorrem pelo aperto de mão, pelo fato de se colocar a mão em local que foi contaminado por alguma pessoa que espirrou ou assoou o nariz. E a pessoa pode levar a mão até a boca, o nariz ou os olhos e introduzir o vírus.''
Algumas pessoas, para tentar minimizar os riscos, usam o álcool em gel, como a professora de Educação Física Vanessa Reigota. ''Acabo não tomando tantos cuidados, mas não dispenso o álcool em gel.'' Outros priorizam também a alimentação, como a cozinheira Aparecida Ramos. ''Meus pais são diabéticos, então já tomo cuidados diariamente com o que comemos, mas nessa época procuro aumentar a ingestão de líquidos e comer bem, para deixar o organismo mais forte. Além disso também mantemos a casa bem arejada e, por serem idosos, eles também foram vacinados contra a gripe'', ressalta.
Vitamina C
O médico explica que a deficiência de vitamina C no organismo ''imunodeprime'' a pessoa, facilitando as infecções virais. Não há certeza, porém, de que o excesso de vitamina C tenha algum efeito preventivo, diz Migowski. ''Uma boa higiene das mãos e a vacinação contra a gripe são as medidas mais eficientes contra as infecções respiratórias.'' Evitar contato muito próximo com pessoas enfermas e manter os ambientes bem arejados também ajuda, ressalta o infectologista.
Ele chama a atenção para o risco que uma virose representa para uma criança pequena ou um bebê. ''Aquilo que em um adulto pode ser um resfriado simples, em uma criança, ou bebê abaixo de dois anos, pode se manifestar com maior gravidade, em quadros até de pneumonia pelo vírus, podendo causar inclusive a morte.'' Por isso, recomenda que pessoas resfriadas ou gripadas não saiam beijando crianças. ''Elas devem manter uma distância segura, porque o quadro clínico delas pode ser de uma gravidade e, na criança, ser muito diferente.'
A fisioterapeuta Kelly Cristina Nogueira, mãe do pequeno João Gabriel, de 8 meses, redobrou os cuidados depois do nascimento do bebê. ''Procuro deixar a casa sempre arejada, uso umidificador quando fica muito seco e também não dispensamos o álcool em gel. Além disso, ele também tomou vacina'', explica. Depois de saber do primeiro óbito causado pela gripe H1N1 em Londrina, ela afirma que também vai evitar lugares com aglomeração de pessoas. ''Eu até vou na missa hoje, mas depois não vou mais até essa situação melhorar.''
Embora não existam estatísticas sobre a incidência de casos de virose nessa época, o infectologista informa que o hospital que dirige, e o setor de emergência, em especial, estão superlotados de crianças com quadro respiratório, incluindo problemas como gripe, asma e pneumonia.
Os principais sintomas das viroses são febre, vômito, diarreia e mal-estar. Outros sintomas podem aparecer também, dependendo do quadro da pessoa infectada, alerta o médico. (Com Agência Brasil)


