Cuidado com a intoxicação alimentar
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Érika Gonçalves <br> Reportagem Local 
Final de ano, festas chegando, confraternizações, férias. A rotina muda completamente e muitas pessoas, que seguiram uma dieta espartana o ano todo, aproveitam para se esbaldar entre as delícias das ceias e os petiscos na praia. Porém, embora todo mundo tenha direito a uma relaxada na alimentação, um cuidado não pode ser deixado de lado. Verificar a qualidade e a procedência dos alimentos é fundamental para evitar que os momentos de descanso sejam passados no pronto-socorro.
A nutricionista clínica Sandra Fernandes, de Londrina, explica que ter uma boa alimentação mesmo nessa época ajuda a manter o sistema imunológico em dia para enfrentar melhor os pequenos deslizes que podem acontecer. ''Mesmo que saiba que vai sair à noite ou participar de alguma confraternização, durante o dia se atente para uma boa alimentação, coma de três em três horas e tente priorizar alimentos ricos em fibras, além de manter a rotina de exercícios físicos'', recomenda.
Maionese, queijos e outros derivados de leite, molhos em geral e alimentos caseiros devem ser evitados caso não se saiba a procedência ou como foram acondicionados. ''Sempre que puder, evite qualquer coisa que tenha maionese. Pode existir uma contaminação no alimento, que se não for mantido em temperatura adequada irá permitir a proliferação desses microorganismos'', explica Sandra.
As bactérias salmonela e estafilococos são as que mais comumente causam problemas de intoxicação alimentar, de acordo com a nutricionista. ''Normalmente esse tipo de intoxicação afeta o trato gastrointestinal. Surgem diarreias, vômitos, cólicas abdominais, inchaço abdominal'', enumera. O tempo para que o problema se manifeste varia de quatro a oito horas, pois depende do nível de contaminação do alimento e do tipo de micro-organismo.
Improvisação
Para não ter problemas, Sandra recomenda que na praia e na piscina, onde a preocupação com refeições completas é menor e as pessoas recorrem aos petiscos e improvisação, que se priorize alimentos industrializados sempre que se desconfiar da higiene. ''Cuidado com bebidas vendidas em garrafas térmicas, porque não se sabe a qualidade da água com que foi feita, como esse recipiente foi limpo. Prefira água mineral ou água de coco, se for possível.''
Mesmo alimentos que vão ao fogo, como espetinhos, devem ser evitados, já que não é possível saber como o alimento foi conservado até ser assado. E não é porque está na praia que frutos do mar estão liberados. A nutricionista recomenda que se coma de preferência em locais onde o peixe é preparado logo após ser pescado. ''Evite também lanches vendidos em carrinhos na rua. Em último caso tome um sorvete, de uma marca conhecida, ou ainda leve seus próprios alimentos. Barra de cereais, castanhas e frutas secas são boas opções e não esqueça de manter a hidratação'', recomenda.
Idosos e crianças são mais sensíveis e por isso a atenção deve ser redobrada, principalmente com a hidratação. Neste item, a nutricionista recomenda especial atenção com as bebidas a serem oferecidas. Água e água de coco - natural ou de caixinha -, são os mais indicados, além de sucos de frutas, que podem também ter a adição de vegetais e folhas, para se tornarem mais nutritivos. A água de coco também pode ser usada para fazer sucos.
Sandra não recomenda o uso habitual das bebidas chamadas de repositores hidroeletrolíticos, que devem ser restritos ao atletas. ''Se eu não perdi nada, estarei acrescentando coisas ao meu corpo, dando muito mais sódio do que o necessário. Isso pode inclusive levar à hipertensão'', alerta.



