Na escola, os amiguinhos de classe a chamavam de "Pirata" ou então de "Quatro olhos". Esperta, Beatriz Dal Col Estanislau não dava ouvidos e tampouco importância para seus "apelidos", pois desde pequena lidou com naturalidade o fato de usar tampão e óculos.
Mas a história de Bia, como é chamada, é bem diferente de muitas outras crianças. Sua avó, oftalmologista, contou a ela que é comum ouvir queixas no consultório, de meninos e meninas que não querem de jeito nenhum ir para a escola ou até mesmo sair de casa com os acessórios.
Muito interessada em leitura e desenhos, Bia abraçou a ideia da mãe Maria Luiza Cleto Dal-Col e escreveram juntas o livro "Sr. Pirata e a Fada de Óculos". Conta a história de um pirata que usava um grande tapa-olho e, por isso, achava que deveria ser mau; e de uma fada estabanada, mas que na verdade errava seus feitiços porque não enxergava direito. Os dois se encontraram e o pirata conta que o tapa-olho é um recurso para corrigir um olho torto, o estrabismo. Juntos, vão ao médico e descobrem que podem enxergar melhor e fazer o bem.
O livro foi escrito há três anos, mas se tornou acessível recentemente em rede social e e-mails compartilhados. "Gosto de saber que está ajudando outras crianças", diz Bia, que com 9 anos sonha em ser médica veterinária e revela um grande talento com desenhos, pois todas as ilustrações do livro são de sua autoria. O livro está disponível no maluecia.blogspot.com.

É um ser mitológico, com poderes mágicos, característico dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos. O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I d.C.

É um distúrbio que afeta o paralelismo entre os dois olhos, que apontam para direções diferentes. Pode surgir nos primeiros meses de vida, nas crianças maiores e nos adultos por razões variadas

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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