CUIA/UEL orienta sobre Vestibular dos Povos Indígenas
A partir desta segunda, equipe realizará atendimentos em escolas indígenas de Tomazina, Santa Amélia e Tamarana para prestar apoio aos estudantes
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de maio de 2026
A partir desta segunda, equipe realizará atendimentos em escolas indígenas de Tomazina, Santa Amélia e Tamarana para prestar apoio aos estudantes

Com o objetivo de ampliar o acesso de estudantes indígenas ao ensino superior público, a Comissão Universidade para os Indígenas da Universidade Estadual de Londrina (CUIA/UEL) inicia, nesta segunda-feira (01), uma série de visitas às terras indígenas Pinhalzinho (Tomazina - Norte Pioneiro), Laranjinha (Santa Amélia - Norte) e Apucaraninha (Tamarana - Região Metropolitana de Londrina). A iniciativa reúne atividades de orientação, esclarecimento de dúvidas e apoio aos estudantes interessados em iniciar a graduação por meio da 26ª edição do Vestibular dos Povos Indígenas para o ano letivo de 2027.
Promovido anualmente pelas universidades públicas do Paraná, o Vestibular dos Povos Indígenas oferta vagas exclusivas para estudantes indígenas em cursos de graduação das sete universidades estaduais paranaenses e da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Nesta edição, o processo seletivo é organizado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 30 de junho, com provas previstas para os dias 27 e 28 de setembro.
Nas terras indígenas, as atividades serão realizadas nas escolas das comunidades e contarão com a participação de docentes membros da CUIA/UEL, estudantes indígenas e estudantes parceiros vinculados a projetos de ensino, pesquisa e pós-graduação relacionados à temática indígena. Durante os encontros, a equipe também irá prestar orientações sobre os cursos ofertados pelas universidades, além de esclarecer dúvidas sobre auxílio permanência, atuação das CUIAs e o Ciclo Intercultural ofertado pela UEL.
De acordo com a coordenadora da CUIA/UEL, Sarah Meirelles Félix, a iniciativa também busca fortalecer o vínculo entre as comunidades indígenas e as universidades públicas. “A presença da universidade nos territórios é fundamental para que os estudantes conheçam não apenas o vestibular, mas também as políticas de permanência e acompanhamento desenvolvidas pelas instituições”, afirma.
Na UEL, os estudantes indígenas aprovados no Vestibular dos Povos Indígenas ingressam inicialmente no Ciclo Intercultural de Iniciação Acadêmica, programa desenvolvido pela CUIA/UEL com foco no acompanhamento acadêmico e na adaptação à vida universitária antes do ingresso nos cursos de graduação escolhidos. Implantada em 2014, a iniciativa foi pioneira entre as universidades brasileiras e atua na permanência estudantil indígena no ensino superior.
Serviço
Ações de divulgação e apoio às inscrições do Vestibular dos Povos Indígenas 2027
- 01 de junho (segunda-feira), das 9h às 15h – Terra Indígena Pinhalzinho, em Tomazina, na Escola Estadual Indígena Yvy Porã
- 15 de junho (segunda-feira), das 9h às 15h – Terra Indígena Laranjinha, em Santa Amélia, na Escola Estadual Indígena Tudja Nhanderu e Cacique Ei
- 22 de junho (segunda-feira), das 9h às 15h – Terra Indígena Apucarana, em Tamarana, na Escola Estadual Indígena Benedito Rokag
(Com informações da CUIA/UEL)


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