CTNP pouco investia no município
"Para se evitar a grande volta por Apucarana foi, de Arapongas a Lovat, aberta uma estrada direta pela roça através dos profundos vales dos rios Pirapó e Dourado", que "abreviava a viagem em cerca de três léguas", relata o historiador palotino Carlos Probst.
Mas, em Apucarana, a "estrada geral" bifurcava-se, atingindo Lovat a Noroeste e antigas povoações no sentido oposto, Araruva (atual Marilândia) e Ortigueira, por onde seria aberta a Estrada do Café. "Está aí a razão porque Lovat, que por primeiro estava no foco da propaganda como segundo centro principal da colonização da Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), foi superada por Apucarana", resumiu Probst.
Deduz-se que a prioridade corresponderia à intenção de "perpetuar o nome" do idealizador da empresa, Lord Lovat (Simon Joseph Fraser), que morrera em 1933. Fundado em 1938, o patrimônio Lovat teve o nome mudado para Mandaguari na década de 40. Na história de municípios no eixo Londrina-Maringá (UEL - 2009), Mônica Patrícia Costa e Paulo César Boni concluem que a CTNP pouco investia em Apucarana para não beneficiar a gleba contígua de outro proprietário.
"A Companhia de Terras fez tudo por Londrina e Maringá e foi madrasta de Apucarana", afirmou Joaquim Vicente de Castro à FOLHA, em 1978. Dono da Fazenda Juruba na década de 30, onde estava o marco divisório da Gleba Fazenda Três Bocas e o patrimônio da CTNP, Joaquim se considerava motivo, porque havia sido o primeiro prefeito de Londrina. Então, desentendeu-se com Arthur Thomas, gerente-geral da CTNP, e permaneceu menos de seis meses no cargo.
"A Companhia não pagava impostos e Thomas ainda pleiteava outras vantagens, daí os nossos atritos", relatou Joaquim aos 81 anos de idade. "Os ingleses são imperialistas, veja o que fizeram na China." (W.S.)





