CTG se compromete a evitar bailes em galpão
Osmani Costa
O patrão do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Novas Coxilhas, Eumar Dorneles de Moura, assinou na tarde de ontem no Fórum de Londrina um termo se comprometendo a não mais realizar em um antigo galpão de madeira bailes e festas em que o nível do som produzido seja superior a 60 decibéis (unidade de medição de potência de som).
O documento foi assinado durante audiência realizada na Promotoria de Defesa do Meio ambiente, que desde outubro do ano passado investiga a denúncia de poluição sonora feita por moradores de chácaras vizinhas ao clube, que fica no Jardim Lindóia (zona leste).
Medição realizada por técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em abril, comprovou que o som atingia 68 decibéis na casa mais próxima do CTG, a do chacareiro Joaquim Lubrigati, que mora no local há 16 anos. Segundo ele, a mulher já está sofrendo com problemas no ouvido.
Segundo a promotora Maria Lúcia Reichenbach, o diretor do clube, Eumar de Moura, afirmou que o CTG não tem condições financeiras de melhorar a proteção acústica do antigo barracão e, por isso, assume o compromisso de suspender temporariamente a realização de bailes e festas noturnas em que seja necessário som alto.
Os chacareiros vizinhos ao clube, representados na audiência por Joaquim Lubrigati, disseram ter ficado satisfeitos com o resultado da audiência. Para nós, este acordo está bom. Se o pessoal do CTG cumprir o que assinaram aqui e não fizer mais bailes, o problema está resolvido, disse.
O termo de compromisso prevê multa diária de R$ 500,00 para o CTG caso ele volte a produzir poluição sonora.





