Marcos Zanatta
De Maringá
A divulgação da pesquisa que apontou o prato típico de Maringá, onde o ‘‘porco no tacho’’ foi o mais citado, não agradou ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Rincão Verde de Maringá. O resultado da pesquisa foi apresentado anteontem ao Conselho Municipal de Turismo, que pretende promover um concurso ou uma festa para oficializar o prato e os acompanhamentos. O porco no tacho teve 37% das citações, seguido pelo churrasco, com 15%, e uma infinidade de variações que juntas chegaram a 18%. A costela ao fogo de chão foi apontada por 3% dos entrevistados.
O patrão (equivalente ao cargo de presidente) do CTG de Maringá, Léo Jandrey, disse ontem à Folha que o clube não contesta de forma alguma o resultado da pesquisa ou mesmo a escolha do porco no tacho como prato típico. ‘‘O problema é que toda discussão em torno do prato típico e de um evento gastronômico está acontecendo nas vésperas da nossa festa nacional da costela ao fogo de chão’’, justifica.
A segunda edição da festa será realizada no final de setembro. Mas a costela assada da forma como o CTG faz tem quase 20 anos. ‘‘Ao longo dos anos, aperfeiçoamos o prato, desde o espeto até a quantidade de lenha e, o mais importante, o tipo da costela e o tempero’’, argumenta Jandrey.
Na festa do ano passado foram assados 3 mil quilos de costela. Para este ano, a intenção era chegar próximo aos 5 mil quilos. O sucesso da primeira edição levou a Câmara de Maringá a considerar a festa como evento oficial do município. ‘‘O projeto foi aprovado e sancionado e a gente queria mais apoio da administração para divulgar’’, lembra.
Jandrey explica ainda que além da festa nacional, o CTG promove a costela de chão pelo menos uma vez por mês para entidades assistenciais. Boa parte delas mantida pela prefeitura. Na festa de 98, quase 40% da renda ficou com as entidades assistidas pelo Provopar.

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