CTG pode ser punido por poluição sonora
Osmani Costa
A promotora especial de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Maria Lúcia Reichenbach, realiza na tarde de hoje uma audiência entre diretores do Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Novas Coxilhas, localizado no Jardim Lindóia (zona leste), e moradores de chácaras vizinhas ao clube, que reclamam da poluição sonora provocada durante os bailes e festas realizados no local. A promotora vai exigir do CTG medidas que resolvam o problema, para evitar possíveis multas e punições que podem levar até ao fechamento do clube.
Esta é a segunda tentativa de audiência. Na última quinta-feira, os diretores do CTG não atenderam à notificação judicial de comparecer ao Fórum para uma audiência de tentativa de conciliação com os reclamantes. A acusação de poluição sonora contra o Novas Coxilhas - que realiza bailes em um antigo barracão rural de madeira - foi feita à Promotoria, em outubro do ano passado, pelo chacareiro Joaquim Lubrigati e outros vizinhos do clube.
Na semana passada, os reclamantes estiveram no Fórum e conversaram com a promotora Maria Lúcia Reichenbach. Ela explicou que medições realizadas pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em abril, comprovaram a poluição sonora nos bailes do CTG. A promotora não precisou, no entanto, qual foi o excesso de decibéis registrado no clube Novas Coxilhas pelos técnicos do IAP.
A minha chácara é a mais próxima do barracão de festas e bailes. Por isso, somos os mais prejudicados pelo alto som. O barulho vai até as três horas da madrugada. Lá em casa, ninguém consegue dormir. Minha esposa, Matilde, já está até com problema no ouvido, comentou Joaquim Lubrigati, que mora na chácara há 16 anos. De acordo com ele, o CTG chegou naquela região há cerca de oito anos. A Folha não conseguiu localizar os diretores do CTG Novas Coxilhas ontem à tarde. O patrão do clube, Eumar Dorneles, não deu retorno às ligações telefônicas.





