Cruzamentos críticos sãoalvos de reclamações
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Londrina Com o crescimento acelerado do número de veículos pelas ruas de Londrina, muitos pontos já não dão conta do fluxo pesado, principalmente nos horários de pico. Em sete anos, a frota do município cresceu 54%. Em 2007, eram 224.143 veículos; hoje são 346.552. Somam-se ainda os carros e motos das cidades da Região Metropolitana que circulam diariamente por Londrina. Motoristas e pedestres cobram melhorias para deixar o trânsito mais seguro e eficiente.
Um dos campeões de reclamação é o cruzamento entre as avenidas Santos Dumont e Comandante João Ribeiro de Barros e a Rua Luís Rosseto, na zona leste. Ao todo, são oito pontos de aproximação. Todos as vias funcionam nos dois sentidos, além dos retornos da Santos Dumont. Os moradores do local e bairros vizinhos cobram uma rotatória para amenizar os problemas. Atualmente, apenas pinturas no chão orientam o trânsito na principal avenida de acesso ao Aeroporto Governador José Richa.
O comerciante Aroldo de Paiva, de 65 anos, mora no Bairro Aeroporto há mais de 10 anos e usa a Santos Dumont todos os dias para ir trabalhar. Segundo ele, o trecho fica mais perigoso a cada ano. "É preciso uma intervenção urgente. Semáforo, quebra-molas", sugeriu. Já o estudante Anderson de Souza, de 32, reclama da dificuldade de atravessar as avenidas. "Os carros passam em alta velocidade. Quando você vê já estão em cima", alertou.
Também na zona leste, o cruzamento entre duas avenidas importantes, Laranjeiras e Pioneiros, é ponto crítico e tem registrado vários acidentes. Parado próximo ao cruzamento, o vendedor de frutas José Bernardino de Lima, de 71, conta que, durante a tarde, o trânsito se torna perigoso. "Tem muita gente correndo demais e batendo feio aqui. Tinha que fazer uma obra grande. Esse trevinho já está ultrapassado", cobrou. No horário de pico, a lentidão é grande. O trecho faz parte do trajeto dos moradores de pelo menos sete bairros da zona leste e recebe quase todo o fluxo da Avenida Jamil Scaff.
Problemas de sinalização também confundem e até colocam em risco motoristas desavisados. Na Avenida Henrique Manzano, na zona norte, uma placa em frente à Praça da Juventude orienta os motoristas com destino ao centro a virar à esquerda. Porém, a primeira conversão à esquerda trata-se de um retorno na própria avenida. Para acessar a Rua Oulavo Benato, o condutor deve seguir mais alguns metros, onde não há sinalização.
De acordo com Marcos Ferreira Bispo, de 37, a sinalização não costuma confundir os londrinenses, que já estão acostumados, mas sim os turistas que se dirigem ao Estádio do Café ou ao Autódromo Ayrton Senna. "A Rua Oulavo Benato fica em um nível bem mais baixo, não dá pra enxergar a entrada com facilidade. Então, acho que deveria ser melhor sinalizado." Em dias normais, a rua é pouco utilizada, mas em eventos é alternativa para escapar do tráfego pesado da Avenida Winston Churchil.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) reconheceu a falha da sinalização no trecho e se comprometeu em fazer as readequações nos próximos dias. Em relação aos outros dois pontos, o órgão encaminhou ofício ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para providenciar estudos. O diretor de Trânsito do Ippul, João Ulisses, informou que o trecho da Santos Dumont é prioridade e uma solução está em análise. "Ali deveria ter sido uma rotatória ao invés de apenas a pintura. Foi uma decisão tomada antes de eu assumir a diretoria", justificou. Quanto a Avenida dos Pioneiros, Ulisses afirmou que o projeto de instalação de um semáforo está aprovado desde o ano passado pelo Instituto.


