Cruzamento perigoso continua sem solução
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quinta-feira, 12 de junho de 2003
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
O terror sofrido por pessoas que foram assaltados no cruzamento da avenida do Sol com a avenida Brasília, trecho urbano da BR-369, na zona oeste de Londrina, fazem do ponto um dos mais temidos pelos pelos motoristas londrinenses. Ali, em vez de acidentes, a ameaça vêm da parada obrigatória no semáforo, que põe os veículos na mira dos bandidos.
A equipe de reportagem da Folha esteve no local, entrevistando motoristas, mas foi interrompida por pedradas vindas do Jardim Nossa Senhora da Paz, um dos bairros mais violentos da cidade, localizado próximo ao cruzamento. ''Tenho que passar todos os dias por aqui, mas tenho medo. Já presenciei vários assaltos, inclusive com o dia claro'', testemunhou o motorista Fábio de Almeida, antes de subir às pressas a avenida do Sol.
O comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Rubens Guimarães, afirma que o policiamento frequente no local é apenas paliativo. ''A polícia não pode coibir a violência 24 horas por dia naquele ponto. É necessária uma medida de engenharia de tráfego'', ponderou. Discussões em busca de solução para o problema são antigas. Em setembro do ano passado, moradores e empresários da região se reuniram com representantes da PM, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e Secretaria de Obras. A proposta apresentada pelos órgãos na época e recusada pelos moradores é a mesma ainda hoje: eliminar os semáforos e fechar as avenidas. Para o presidente da associação dos moradores do Jardim do Sol, Lucindo Loures, a medida criaria um outro problema. ''Os bairros da zona oeste ficariam mais isolados do que já são. O ideal seria construir um pontilhão'', sugeriu.
Mas, segundo o secretário de Obras, Aloysio de Freitas, o número de pedestres que transitam no local não justifica a construção de um pontilhão. Ele diz que uma contagem feita por técnicos do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) apontou a presença de apenas doze pedestres no trecho durante um dia inteiro.
A implantação de uma rotatória, solução bem vista por moradores, empresários e pela PM, é também a mais cara. A obra teria que ser realizada pela Econorte, empresa que detém a concessão do trecho federal. No entanto, o gerente de projetos da empresa, Dilson Pelisson, assinalou que não há obrigação contratual para a construção da rotatória, que poderia custar de R$200 mil a R$400 mil. ''A obra seria uma boa solução, mas não temos recursos destinados para isso. Só poderíamos fazer a rotatória em parceria com o Município e empresários'', justificou.


