Nos próximos dias os motoristas que usam a Avenida Winston Churchill para chegar à Zona Norte de Londrina ou, do contrário, chegar ao Centro, vão se deparar com mudanças no cruzamento com a Avenida Henrique Mansano. Onde hoje existem semáforos que tentam ordenar a passagem dos veículos que vêm nas quatro direções, haverá apenas um canteiro central, impedindo a transposição da Winston Churchill naquele ponto. O motorista que quiser passar para o outro lado da via terá que usar uma das baias abertas no canteiro central pela Secretaria Municipal de Obras, alguns metros antes ou logo acima do cruzamento.
A medida é uma tentativa de diminuir a confusão do trânsito e o grande número de acidentes no local, principalmente nos horários de rush. Na última sexta-feira os semáforos ainda não haviam sido retirados e as novas passagens dependiam apenas de sinalização.
Quem trabalha próximo ao cruzamento ou passa com frequência por ali apóia o esforço de resolver o problema, mas sabe que não é o ideal. ''O bom mesmo seria construir um viaduto, mas mesmo assim deve melhorar. Do jeito que estava não dava para passar por aí no começo da manhã e no final da tarde'', comentou José Vieira, que trabalha com transporte escolar.
A proprietária de uma distribuidora de bebidas localizada em uma das esquinas do cruzamento, Patrícia Pereira Soares, ainda não entendeu direito o que vai mudar no local, mas acredita na diminuição do número de acidentes. ''O pessoal não respeita o sinal e obstrui a pista de quem vem pela Henrique Mansano. Já vi muito acidente feio aí'', contou.
Para o mototaxista Emerson Garcia Lopes, que também trabalha no ponto onde as duas vias se cruzam, a construção de uma rotatória (''com vários semáforos, como a que tem no cruzamento da Higienópolis com JK'') já resolveria boa parte dos problemas. ''Daí todo mundo seria obrigado a parar e respeitar o sinal. Do jeito que estão fazendo vai ficar difícil a conversão de caminhões e ônibus.''
O secretário municipal de Obras, Aloísio Crescentini de Freitas, admitiu que a construção de um viaduto ou de uma rotatória foram as primeiras soluções pensadas, porém ambas foram descartadas pela necessidade de desapropriações. ''A rotatória, para ser funcional, tem que ter o perímetro ideal, exigindo o uso de espaços onde hoje há edificações. O mesmo acontece com o viaduto'', explicou. Freitas disse não saber o custo que uma destas obras teria, mas argumentou que o município não tem recursos no momento para este fim.
As providências que estão sendo tomadas, segundo o secretário, estão orçadas em cerca de R$ 65 mil. Freitas acredita que caminhões e ônibus não terão dificuldades em fazer as conversões, até porque, apontou, cerca de 300 metros adiante há uma rotatória que poderá ser utilizada pelos motoristas. ''O maior problema ali é mesmo o grande volume de veículos pequenos'', disse.

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