Há 14 anos, quando o médico lhe disse que a única solução para a artrose em suas duas pernas seria uma cadeira de rodas, a cromoterapeuta gaúcha Ondina Balzano decidiu pesquisar o poder de cura das cores e resolver um problema contra o qual a medicina tradicional e a fisioterapia não haviam sido suficientes. O estudo se aprofundou em cursos no Brasil e na Itália, e, hoje, é lembrado por ela com um saldo de 12 anos de consultas a mais de seis mil pacientes. Em visita a Londrina, onde lançou ontem à noite o livro ''Cromoterapia Medicina Quântica'', Ondina dá hoje às crianças que sofrem de enxaqueca um presente antecipado pelo 12 de outubro: das 10 às 13 horas, ela realiza aplicações cromoterápicas gratuitas em uma loja localizada na Avenida Higienópolis, 602, sala 15 (área central).
A escritora vale-se de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) para justificar a escolha do público-alvo. ''Pelo menos 10% da população infantil e 33% da adulta, de todo o mundo, sofrem hoje de enxaqueca. Resolvi pesquisar e descobri que a principal causa da doença é energética'', comentou. De acordo com ela, em seu livro, o ser humano possui pontos de recepção de energia em todo o corpo, os ''chacras''. No caso do paciente com enxaqueca, ao invés de isso acontecer através do chacra coronário (no alto da cabeça), ocorre pelo ociptal (na parte anterior do membro). Com um aparelho onde é incidida luz sobre sete lentes com as cores do arco-íris, o ''pyracromos'', ela restaura esses pontos de energia, haja vista que cada cor tem uma propriedade diferente e complementar a outra. ''O azul, por exemplo, tem função analgésica, enquanto a do amarelo é regeneradora'', cita.
Dentre os muitos casos que já passaram por ela, Ondina destaca que em grande parte as aplicações surtiram efeito positivo. ''Sabendo a função de cada cor, as lentes são usadas conforme a doença'', disse. Mas, se na Itália e em outros países a Medicina Quântica (como também é chamada a Cromoterapia) já atraiu adeptos e pesquisadores, a gaúcha conta que, no Brasil, pelo menos entre os profissionais tradicionais a idéia ainda é tida com certo descrédito. ''Esses preferem ficar só no corpo da matéria. O ser humano também tem um corpo energético cientificamente comprovado'', definiu.

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