CRM investiga ex-diretor do IML
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de julho de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
O Conselho Regional de Medicina (CRM) deverá concluir no mês que vem uma sindicância interna que analisa os indícios de infração ética e profissional no comportamento do médico-legista Francisco Moraes e Silva, ex-diretor do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, afastado do cargo em fevereiro deste ano por causa das denúncias de supostas irregularidades administrativas. A sindicância estava sendo mantida em sigilo e está em fase de tomada de depoimentos. Estão sendo ouvidos funcionários e médicos do IML e pacientes mulheres que teriam sofrido abuso sexual pelo legista durante exames de conjunção carnal e lesões corporais.
A apuração das denúncias foi iniciada pelos médicos do CRM, após as notícias veiculadas pela imprensa. Agora estamos na reta final, admitiu Sallim Emed, presidente do conselho. A sindicância deverá finalizar os trabalhos em agosto. O resultado da apuração dos fatos será submetido a votação do plenário.
Caso não seja constatado indício de falta ética profissional, o processo é arquivado. Se for comprovado indício, será aberto um processo ético para analisar todas as denúncias. Neste processo, é dado amplo direito de defesa e acusação, explicou Emed. Em caso de comprovação de abuso, ele poderá receber uma pena que varia de simples advertência até a cassação do diploma.
O advogado de defesa de Moraes e Silva, Antonio Augusto Figueiredo Basto, disse que ainda não foi informado oficialmente desta sindicância. De acordo com ele, esta é uma tentativa de linchamento moral de um médico através da imprensa. Até agora nada se levantou contra ele, declarou, ao afirmar que após o término de todas as investigações irá processar todos os médicos e jornalistas envolvidos no caso por dano moral e calúnia.


