Ginecologista de Cascavel já está sendo investigada pela promotoria, a partir de depoimentos de mães cujos filhos tiveram problemas decorrentes do parto
O Conselho Regional de Medicina em Cascavel (CRM) espera a formalização de uma denúncia contra a ginecologista e obstetra Sônia Amorim para iniciar a investigação de negligência. A médica está sendo acusada por cinco mães cujos filhos sofreram paralisia cerebral no parto e apresentam sequelas. O Ministério Público já vem investigando o caso e tomando depoimentos de mulheres atendidas por Sônia Amorim.
O delegado do CRM, Keithe Fontes, afirma que a partir do registro da queixa será nomeado um conselheiro para conduzir uma sindicância. ‘‘O Conselho não atua como polícia, não pode sair atrás de casos para investigar. Se as pessoas tiveram algum temor de denunciar, poderão fazer a reclamação anonimamente que iremos investigar’’, acrescenta.
Keithe Fontes explica que o membro do Conselho escolhido para a sindicância realizará um trabalho completo, ouvindo as partes envolvidas para depois decidir sobre o andamento do processo. ‘‘Ele poderá optar pelo arquivamento ou levar adiante as investigações’’, ressalta. Após a conclusão, se for comprovado que houve negligência ou imperícia médica, o Conselho de Ética do CRM decidirá a punição que a médica Sônia Amorim poderá sofrer. As sanções vão de uma advertência reservada, por meio de carta, até a suspensão temporária ou a cassação definitiva do diploma, impedindo que a médica continue a exercer a profissão.
Como previa o promotor público, Marcelo Correia, outras pacientes se apresentaram para depor sobre a forma de atendimento da ginecologista. Anteontem, mais três mulheres estiveram no Fórum e seus depoimentos são semelhantes aos outros cinco que já haviam sido tomados pelo promotor. As mulheres relataram que devido à demora no parto, as crianças apresentam graves problemas.
A dona de casa Marlei Salete Richetti acusa a médica Sônia Amorim de ter fraturado a clavícula esquerda de sua filha Anyelli, no momento do parto. A menina tem sete meses e não movimenta o braço em decorrência do problema. A ginecologista diz que só se pronunciará sobre as acusações após a conclusão das investigações.

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