CRM espera denúncia contra médica
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terça-feira, 01 de maio de 2001
Gilmar Agassi De Cascavel 
Ginecologista de Cascavel já está sendo investigada pela promotoria, a partir de depoimentos de mães cujos filhos tiveram problemas decorrentes do parto
O Conselho Regional de Medicina em Cascavel (CRM) espera a formalização de uma denúncia contra a ginecologista e obstetra Sônia Amorim para iniciar a investigação de negligência. A médica está sendo acusada por cinco mães cujos filhos sofreram paralisia cerebral no parto e apresentam sequelas. O Ministério Público já vem investigando o caso e tomando depoimentos de mulheres atendidas por Sônia Amorim.
O delegado do CRM, Keithe Fontes, afirma que a partir do registro da queixa será nomeado um conselheiro para conduzir uma sindicância. O Conselho não atua como polícia, não pode sair atrás de casos para investigar. Se as pessoas tiveram algum temor de denunciar, poderão fazer a reclamação anonimamente que iremos investigar, acrescenta.
Keithe Fontes explica que o membro do Conselho escolhido para a sindicância realizará um trabalho completo, ouvindo as partes envolvidas para depois decidir sobre o andamento do processo. Ele poderá optar pelo arquivamento ou levar adiante as investigações, ressalta. Após a conclusão, se for comprovado que houve negligência ou imperícia médica, o Conselho de Ética do CRM decidirá a punição que a médica Sônia Amorim poderá sofrer. As sanções vão de uma advertência reservada, por meio de carta, até a suspensão temporária ou a cassação definitiva do diploma, impedindo que a médica continue a exercer a profissão.
Como previa o promotor público, Marcelo Correia, outras pacientes se apresentaram para depor sobre a forma de atendimento da ginecologista. Anteontem, mais três mulheres estiveram no Fórum e seus depoimentos são semelhantes aos outros cinco que já haviam sido tomados pelo promotor. As mulheres relataram que devido à demora no parto, as crianças apresentam graves problemas.
A dona de casa Marlei Salete Richetti acusa a médica Sônia Amorim de ter fraturado a clavícula esquerda de sua filha Anyelli, no momento do parto. A menina tem sete meses e não movimenta o braço em decorrência do problema. A ginecologista diz que só se pronunciará sobre as acusações após a conclusão das investigações.


