Curitiba - O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) publicou ontem edital tornando pública a cassação do médico Renato César da Rocha, penalizado por fazer abortos. Segundo o CRM, Rocha infringiu o artigo 43 do Código de Ética Médica. A partir de agora, está impedido de exercer a medicina.
''A principal função do médico é preservar a vida. O aborto vai contra esse compromisso profissional'', disse o presidente do CRM-PR, Luiz Sallim Emed. Rocha, registrado no conselho sob o número 1952, ainda pode recorrer à Justiça Comum. Ele foi procurado ontem pela reportagem da Folha, para dar sua versão dos fatos, mas não atendeu às ligações feitas para sua residência e sua clínica, em Curitiba.
O presidente do CRM explica que as cassações são publicadas para que a população fique sabendo que determinado médico não está mais autorizado a exercer a profissão. ''O objetivo é proteger a sociedade'', afirmou.
De acordo com o CRM, o processo contra Rocha, por aborto, foi instaurado em 1995. A sentença foi confirmada pelo pelo Conselho Federal de Medicina, o CFM. Conforme a prática usual, após a ratificação pelo CFM é publicada a sentença em Diário Oficial e em jornal de grande circulação.
Em quase 50 anos de existência, o CRM do Paraná cassou quatro médicos, sendo que dois deles conseguiram na Justiça reverter a decisão e voltar a praticar a medicina.

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