Maringá - Membros do Conselho Regional de Medicina (CRM), em Maringá, se reúnem hoje à noite para decidir se vão abrir sindicância para apurar negligência médica no caso da morte da dona de casa Patrícia da Silva Moreira, 24 anos, vítima de dengue hemorrágica. Patrícia morreu no dia 14 do mês passado, no Hospital Universitário (HU). Ela havia entretanto, sido atendida por duas vezes no posto de saúde Zona Norte e nenhum médico solicitou exames para a confirmação da doença.
De acordo com o presidente do CRM-Maringá, Jorge Kemmel Chammas, os 11 membros da entidade vão discutir em que circunstâncias foram prestados os atendimentos à Patrícia e decidir se o caso exige uma sindicância.
Patrícia foi a primeira vítima de dengue hemorrágica no Paraná, mas ela se contaminou no Estado do Mato Grosso, onde morava até o início deste ano. Ela havia se mudado para Maringá na primeira semana de fevereiro e já apresentava os sintomas da doença. O próprio marido dela, o eletricista Paulo Sérgio Moreira, 28, confirmou que Patrícia já tinha contraído a dengue no ano passado e que pela segunda vez sentia os mesmos sintomas da doença. Além das dores no corpo e febre, Patrícia também tinha hemorragia quando procurou atendimento nos postos de saúde de Maringá e no HU.
Com a confirmação da primeira morte por dengue hemorrágica, o Setor de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde de Maringá está em alerta.

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