Curitiba - Críticas ao novo salário mínimo de R$ 260 dominaram as manifestações do Dia do Trabalho ontem em todo o Estado. Centrais sindicais fizeram atos em vários municípios e chegaram a fechar a Ponte da Amizade, em Foz do Iguaçu, por 15 minutos.
A manifestação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na fronteira entre o Brasil e o Paraguai reuniu caravanas de todo o Paraná e também do Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.
Na região de Curitiba, a maior manifestação foi promovida pela Força Sindical, em São José dos Pinhais. A expectativa dos organizadores era de reunir 100 mil trabalhadores durante todo o dia. Neste ano, a Força Sindical organizou eventos simultâneos em 15 municípios do Estado, incluindo Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Os sindicalistas esperavam reunir, em todo o Paraná, 1 milhão de pessoas. O grande atrativo era o sorteio, previsto para a tarde, de 10 automóveis zero quilômetro e de dois apartamentos.
As principais bandeiras da Força Sindical são a redução da jornada de trabalho, dos juros, e um outro índice de reajuste para o salário mínimo.
O aumento de apenas R$ 20 no mínimo também foi criticado pela CUT, na manifestação realizada numa área de invasão no bairro Uberaba, em Curitiba. ''A CUT defendia o reajuste para R$ 300. O que o governo deu foi absurdo'', diz a secretária de políticas sociais da CUT-PR, Débora de Albuquerque Souza. Cerca de mil pessoas participaram do ato em Curitiba.
Os católicos celebraram com a tradicional missa no topo do Morro do Anhangava. A missa, que é criticada por ambientalistas por ocorrer em local de preservação, foi assistida por cerca de 300 fiéis.
Durante a manhã, cerca de mil trabalhadores participaram da 5 Corrida Rústica do Trabalhador, prova organizada pela União das Associações de Empregados das Cidades Industriais do Paraná (Unaecic) e Fundação Força Trabalhista do Paraná (Fotrapar). Os participantes percorreram 10 quilômetros pelas ruas da cidade.

mockup