Segundo o setor de ordenamento de recursos pesqueiros do Ibama, em Brasília, o instituto seguiu critérios técnicos e científicos para proibir a utilização de alguns equipamentos na bacia hidrográfica do Rio Paraná. Durante mais de um ano, técnicos do Ibama, pesquisadores e representantes do setor pesqueiro de cinco estados delinearam as diretrizes da Instrução Normativa 36, que tem a finalidade de proteger as espécies do rio. ''O tamanho das malhas, utilizadas geralmente na pesca em reservatórios, foi sugestão, por exemplo, de alguns pesquisadores. Tudo foi estudado e definido com critérios, seguindo as características de cada região'', argumentou a técnica do Ibama, Sara Mota.
O Ibama detectou uma redução significativa no tamanho dos peixes ao longo da bacia. Segundo a técnica, as espécies são retiradas da água cada vez mais cedo, inviabilizando o processo de reprodução. ''Você pode notar que o tamanho mínimo dos peixes reduziu bastante. Eles estão sem tempo para crescer. Tem pescador que não respeita a lei e pesca na época de reprodução'', ponderou Sara.
O caso dos pescadores do Tibagi, proibidos de utilizar a malha de sete centímetros na Represa Capivara, tem chances de ser reavaliado. A técnica disse que o setor de recursos pesqueiros tem autonomia para reconsiderar a decisão, o pedido deverá apresentar, no entanto, fundamento técnico. ''Sempre existe a possibilidade de rever alguma portaria, mas o pedido terá se seguir critérios técnicos e científicos, com o laudo de algum pesquisador provando que a utilização de equipamentos não é prejudicial em determinada região do rio'', explicou.
A Associação dos Pescadores de Jataizinho reivindica pelo menos a prorrogação da portaria do Ibama até o início da piracema (em geral, dia primeiro de novembro). O pedido deverá ser apreciado pelo setor competente da sede do Ibama, em Brasília. (G.G)

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