Cristian foi baleado em lanchonete
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sexta-feira, 14 de março de 1997
Da Redação 
Cristian Moretto sempre foi um rapaz alegre e decidido. Prestou vestibular de 96 para Medicina, na Universidade Estadual de Londrina (UEL) mas, como não conseguiu passar, começou um curso de auxiliar de enfermagem na Santa Casa. Sua mãe, a funcionária pública Nadir Medeiros Pereira, 36 anos, conta que ele gostava de sair com os amigos. Sempre foi um excelente rapaz. Não consigo nem pensar em como ele era antes.
O crime aconteceu na noite de 12 de julho do ano passado. Cristian e um grupo de amigos tinham ido à lanchonete Carol, na rua Catarina de Bóris, vila Siam (zona leste). Segundo contou Cristian à mãe, antes de entrar em coma, quando o grupo chegou foi cumprimentando várias pessoas, entre elas uma moça que estava na companhia dos irmãos Joel e Rubens Mendes de Queiroz.
Ainda de acordo com a versão de Cristian, a moça parecia conhecer muita gente entre os que frequentavam a lanchonete. Ela teria sido cumprimentada por várias outras pessoas e os irmãos teriam reagido atirando. Testemunhas do tiroteio afirmaram à polícia que Joel e Rubens portavam uma arma cada e atiraram em todas as direções. Dentro da lanchonete, os tiros atingiram, além de Cristian, Charles Roger da Silva, de 26 anos, e Edenildo Rodrigues da Silva, de 22 anos.
Mesmo depois que saíram da lanchonete, o microempresário da construção civil Rubens Queiroz, de 34 anos, e seu irmão, o pedreiro Joel Queiroz, teriam continuado a atirar, fugindo em uma Pick-up Fiat, placas ADQ 6583, em direção à avenida Juscelino Kubitschek, onde abandonaram o automóvel. Antes, porém, colidiram com outro veículo, deixando o motorista ferido.
O projétil atingiu Cristian pelas costas, perfurou o intestino grosso provocando uma infecção generalizada que, por sua vez, resultou em uma crise renal aguda, convulsões e coma. Hoje, Cristian Moretto vive em estado vegetativo.


