Crises de sinusite aumentam no inverno
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segunda-feira, 30 de julho de 2012
Marcos Roman <br> Reportagem Local 
Além da gripe, uma outra doença tem maior incidência no inverno e exige atenção especial. Trata-se da sinusite, caracterizada pela inflamação dos seios da face. Os sintomas são parecidos com os incômodos de um quadro gripal, entre eles dor de cabeça, febre, indisposição, tosse e secreção nasal. Porém, o problema pode trazer consequências graves, como lesões cerebrais e até provocar óbito quando não tratado adequadamente.
''Constantemente a região do nariz produz um muco. Essa secreção é drenada pela garganta e deglutida naturalmente. Porém, quando acontece um processo infeccioso, inflamatório ou alérgico, ao invés de muco forma-se um catarro que não consegue sair porque está aprisionado e compromete a ventilação do nariz e pode causar coriza, entupimento e dores na região frontal da cabeça'', explica o otorrinolaringologista Fábio Koki Kitahara, de Londrina.
O médico esclarece que quando não tratada a infecção pode atingir os olhos, ouvidos e até o cerébro. ''Essas regiões estão interligadas. A infecção cerebral é mais rara e pode causar meningite e levar a lesões permanentes, como abscessos cerebrais, ou até a óbito'', alerta.
Kitahara reasalta que qualquer pessoa pode ter sinusite e que a doença pode ser provocada por vírus, bactérias e problemas alérgicos. ''Os casos de sinusite aumentam consideravelmente no inverno porque as formas de transmissão são parecidas com as da gripe'', afirma. Segundo ele, na primavera também é comum ocorrem crises em quem sofre de sinusite alérgica. ''Os pólens das flores costumam desencadear os sintomas da doença'', salienta.
Diferença
O otorrinolaringologista orienta que uma das formas de diferenciar os quadros de gripe e de sinusite é observar o tempo em que os sintomas se manifestam. ''Os incômodos causados pela gripe desaparecem, em média, entre cinco e dez dias. Já as crises de sinusite duram mais tempo e tem como principais sintomas dores na testa, entre os olhos e nas bochechas. Vale lembrar que nas duas situações o paciente deve procurar um médico para avaliar a gravidade do seu caso'', alerta Kitahara.
De acordo com ele, o diagnóstico da sinusite é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais. ''É importante saber qual a intensidade dos sintomas e desde quando eles surgiram. Para tirar a dúvida, podem ser realizados exames de vídeo, através de uma câmera introduzida pela narina, e até ressonância magnética'', iinforma o médico.
O tratamento é feito por meio de medicamentos e cirurgias. ''Dependendo do quadro, pode ser recomendado o uso de medicação para aliviar sintomas, desobstruir nariz e amenizar a tosse, associado a antibióticos, por períodos que variam de sete a 21 dias. As cirurgias são indicadas quando o paciente tem carne esponjosa no nariz ou desvio de sépto, que podem agravar ainda mais as crises de sinusite'', enfatiza Kitahara.


