Crise também afeta as agências funerárias
A crise econômica do País e os altos índices de inadimplência não estão perdoando nem as agências funerárias. A afirmação é do gerente das duas únicas funerárias de Campo Mourão, José Sobral. Segundo ele, apesar das pessoas continuarem morrendo, também existem os maus pagadores de caixão. Além disso, sem dinheiro os clientes acabam comprando modelos mais baratos de urnas funerárias, que geram margem de lucro menor.
Nossas despesas são sempre as mesmas, reclamou Sobral. Ele conta que já teve sérios problemas com cheques sem fundos e com clientes que parcelaram os caixões e pararam de pagar no meio das dívidas. Sobral também se queixa dos caixões que têm que ser doados aos indigentes.
No mês passado, só uma funerária teve que doar nove caixões. Cada um custa R$ 88,70. As funerárias de Campo Mourão atendem por um sistema de rodízio implantado pela prefeitura para evitar brigas por defuntos e, como isso acabou com a concorrência, elas funcionam num mesmo prédio e têm até um único gerente. Desse modo, elas alegam que podem manter preços baixos e um melhor atendimento. (S.S.)





