A crise no setor de locação de imóveis residenciais e comerciais já provocou o fechamento de cerca de 100 imobiliárias em Maringá nos últimos três anos. O número foi revelado pela delegada regional de Maringá do Sindicato das Empresas de Compra e Venda de Imóveis (Secovi), Maria Inês Barbosa, durante encontro realizado no Hotel Deville entre as diretorias do Secovi estadual e regional e da Associação Paranaense dos Administradores de Imóveis (Apadi).
Os empresários discutiram o problema da demanda reprimida: ‘‘É hoje um problema nacional provocado pelo aumento do desemprego, que está gerando uma crise econômica que está aí e só não vê quem não quer’’, explicou o presidente do Secovi do Paraná, João Françolim Tomazini, de Curitiba.
Em Curitiba, revelou Tomazini, existem hoje 6.900 imóveis comerciais e residenciais à disposição de inquilinos. ‘‘Mas estamos conseguindo locar apenas uma média de 600 imóveis mensais’’, informou.
A consequência imediata da crise econômica no setor de locação foi a inadimplência, atualmente estabilizada em cerca de 2,5%’’, conforme Tomazini. Mas em Curitiba, adiantou, a inadimplência de inquilinos já chegou a 4% em abril e maio deste ano. ‘‘Há 18 meses, a média era de 0,8%’’, afirmou o presidente do Secovi paranaense.
Uma das saídas para a recuperação do setor, disse Tomazini, é a adoção do seguro-fiança pelas imobiliárias, criado em 1991 através da nova Lei do Inquilinato mas só adotado em Curitiba há três anos. ‘‘Hoje, 60% das imobiliárias de Curitiba usam o seguro-fiança, que é muito mais tranquilo e humano do que o avalista, um sistema altamente constrangedor’’, comparou Tomazini. Em Maringá, o Secovi ainda não tem um levantamento sobre o número de imobiliárias que usa o seguro, mas ‘‘são poucas’’, adiantou Maria Inês. No encontro realizado em Maringá, na quarta-feira, Tomazini pediu aos empresários locais que adotassem o seguro-fiança como forma de garantir o futuro de suas empresas.

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