Marcos NegriniLongo prazoAlgumas farmácias seguram cheque pré-datado até três meses para atrair clientes em MaringáOs donos de farmácias da região de Maringá se reúnem hoje para discutir o futuro do setor. As duas principais preocupações, segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos de Maringá (Sincofarma), Nival Ricci, é a liberação da venda de remédios nos supermercados e o crise que as farmácias enfrentam depois do Plano Real. A reunião será realizada no auditório do Senac, a partir das 20 horas, com palestra de Gilson Coelho, diretor de uma distribuidora de medicamentos.
Segundo Ricci, as farmácias que não se integraram em redes podem passar por dificuldades com a comercialização de remédios nos supermercados. Ele explica que apenas 2% dos remédios são controlados pelo governo, através da exigência de receita médica.
Uma das propostas do Sincofarma é reverter o quadro, colocando nas farmácias produtos diversos como alimentos, refrigerantes, brinquedos e recebimento de contas. ‘‘A farmácia não pode ficar restrita ao comércio de remédios, sob pena de não sobreviver’’, afirma.
Os donos de estabelecimentos farmacêuticos vão debater também na reunião a liberação da presença de profissionais formados em Farmácia nos supermercados. Ricci lembra que uma lei federal exige um farmacêutico nos locais de comércio de medicamentos, inclusive nos períodos de plantões.
Os empresários das farmácias pretendem ainda debater a crise que atinge o setor. Desde o Plano Real, explica Ricci, a maior parte das farmácias tem sentido dificuldades para sobreviver. ‘‘Hoje, além do retorno restrito existe ainda a concorrência com muitas farmácias fazendo promoções para manter o cliente’’, diz. Em Maringá, algumas chegam a segurar cheques por até 90 dias para atrair o consumidor.

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