A crise financeira da Santa Casa Monsenhor Guilherme se arrasta desde 1994. Porém, se agravou no ano passado, quando a entidade foi obrigada a demitir funcionários para diminuir os gastos e enfrentou duas greves. Além disso, fechou o Pronto-Socorro, interditou parte do centro cirúrgico e reduziu o número de leitos.
Risco de vida Responsável por 80% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), a crise levou a Santa Casa a atender apenas às emergências - casos em que doentes correm risco de vida.
Os procedimentos de urgência - quando o paciente precisa de cuidado médico, mas não há risco de vida - estavam sendo realizados no Pronto Atendimento Médico (PAM). Dos 120 leitos, apenas 20% estavam reservados para o SUS.
Arrecadação De acordo com o diretor superintendente da Santa Casa, Décio Zenone, o hospital opera com déficit mensal de R$ 150 mil. A arrecadação é de R$ 200 mil, enquanto os gastos com equipamentos, funcionários, medicamentos e manutenção somam R$ 350 mil.

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