Crise financeira inviabilizou o projeto Ágora
O projeto Ágora, do arquiteto Oscar Niemayer, que previa a ocupação de todo o novo centro de Maringá, foi modificado devido às características de implantação. Segundo o presidente da Urbamar, Jorge Tranjan, a idéia do Ágora era uma empresa ou um grupo fazer toda a urbanização da área e explorar o empreendimento. Com a crise econômica, o projeto ficou inviável devido ao alto custo. Como a Urbamar não tem condições de assumir um investimento deste porte. A saída foi modificar o projeto para viabilizar a urbanização da área, diz Tranjan.
O projeto Ágora previa o rebaixamento da linha férrea, a implantação de estacionamentos subterrâneos para 6 mil veículos, a construção de quatro edifícios comerciais e residenciais em cada lado da área, um centro de convenções, uma biblioteca, um teatro, restaurantes e uma praça. A ligação das avenidas ficaria sobre a linha férrea rebaixada e a área central formaria um eixo único, ligando o novo centro à praça Raposo Tavares, com a retirada da rodoviária e do terminal de transporte urbano.
Com as mudanças, o projeto Novo Centro prevê que o poder público construa apenas parte do empreendimento. As duas laterais, com 36 mil metros quadrados de área total, serão vendidas para a iniciativa privada. Parte dos terrenos, explica Tranjan, foi utilizada como forma de pagamento para as obras do túnel ferroviário. A área central, que vai ficar em poder do município, será ocupada com serviços públicos. O restante é liberado para qualquer tipo de obra, menos postos de combustíveis, explica Tranjan.





