Crise entre delegados provoca dança na polícia
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2002
Erika Wandembruck Equipe da Folha 
Curitiba - A falta de integração profissional entre os delegados Luiz Cartaxo de Mora do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) e Luiz Serra da Silveira do Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre) levou o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, a substituir os dois. Eles não falavam a mesma língua. O Tigre estava praticamente desativado e o número de sequestros-relâmpago disparou. É um setor da polícia que precisa de tática de negociação com os bandidos. Já o Cope necessita de maior dinanismo, afirmou Leonyl Ribeiro.
No Cope assumiu o delegado Luiz Carlos de Oliveria que foi investigado pela CPI do Narcotráfico em 2000 e Rhiad Braga Farhat está no comando do Tigre. Ele (Farhat) é ótimo. Dá aulas na Escola de Polícia, por isso, tem mais experiência para ocupar o cargo, disse o delegado-geral. Cartaxo é investigado por sequestro e extorsão de um empresário espanhol no ano passado, o que também teria pesado no momento do troca, já que o Cope é o principal grupo de elite do Estado que investiga sequestros. Cartaxo e Serra da Silveira ainda não têm destinos definidos.
Ribeiro aproveitou a brecha para promover outras mudanças. A delegada do Tigre Valéria Padovani está à frente da Delegacia do Consumidor (Delcon) no lugar de Jorge Azor Pinto. Na Delegacia de Ordem Social assumiu Fauze Salmen. Armando Marques Garcia, que estava na Central de Polícia, reassumiu a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas, no lugar de José Carlos Cruz. Josmair de Camargo é quem comanda a Central de Polícia e o 1º Distrito, que agora trabalham de forma integrada.
O delegado-geral afirmou que as últimas mudanças, que começaram há dez dias, não passam de remanejamentos de rotina. Todos os delegados que perderam os cargos estão à disposição na Subdivisão da Polícia Civil e continuam recebendo salários de delegados, cerca de R$ 6 mil.
Estou analisando os perfis dos que foram substituídos. A minha intenção é colocá-los nos demais distritos como reforço, contou. Uma possível mudança no comando da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos não foi descartada pelo delegado-geral. Se o Jorge Ajus, que é o chefe da divisional que compreende aquela delegacia, solicitar remanejamento posso analisar o caso, se limitou a dizer.
A substituição seria solicitada por causa do trabalho realizado pelas polícias Civil e Militar, que fecharam seis demanches de carros roubados, em pouco mais de um mês, sem a colaboração dos policiais lotados na delegacia especializada.


