A crise dos hospitais da Zona Norte (HZN) e Zona Sul (HZS) de Londrina será debatida durante audiência pública que acontece na segunda-feira, a partir das 15 horas, na Câmara Municipal. A audiência foi convocada pelas comissões de saúde da Câmara e do Centro de Direitos Humanos de Londrina (CDHL) e conselhos locais e regionais de saúde.
Foram convidados a participar da discussão, o secretário de Estado da Saúde, Armando Raggio, o secretário municipal Agajan Der Bedrossian, o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e prefeito de Primeiro de Maio, Paulo Todero, prefeitos dos municípios da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar); diretores de hospitais; o chefe da 17ª Regional de Saúde e a comunidade em geral.
O HZN e o HZS são hospitais públicos, mantidos pelo governo do Estado e administrados pelo Cismepar há menos de dois anos, através de um convênio com a Secretaria Estadual de Saúde. A crise foi agravada no começo deste mês, quando o consórcio ameaçou devolver a administração dos hospitais para o Estado caso não houvesse aumento no repasse de verbas. O Cismepar anunciou que poderia demitir funcionários, diminuir o número de cirurgias e acabar com o plantão diário.
‘‘O ponto mais crítico é o fim dos plantões. Não queremos que eles sejam interrompidos’’, disse o vereador Tercílio Turini (PSDB), da Comissão de Saúde da Câmara. Ele esteve ontem de manhã na Redação da Folha, acompanhado de representantes de entidades que estão à frente do movimento. ‘‘Esses hospitais são peças fundamentais para a saúde. Qualquer redução no atendimento vai estrangular ainda mais o sistema. É inadmissível que isso aconteça’’, declarou.
O grupo observou que a luta das entidades ligadas à saúde é aumentar o número e a qualidade dos atendimentos. A reabertura do Hospital Londrina, de Cambé (13 km a oeste de Londrina), e a reforma e ampliação do Hospital Universitário (HU) estão entre as reivindicações. ‘‘O quadro é de caos’’, admitiram.
Apesar do Cismepar já ter acenado um entendimento com o governo do Estado, o grupo entende que as informações ainda não foram colocadas de forma convincente e por isso precisam ser esclarecidas. ‘‘Concretamente o que temos é uma crise. E queremos que ela seja solucionada’’, justificou o vereador. Junto com Turini, estiveram na Folha Maurício Barros, Sônia Maria Anselmo, Iracema Ferreira, Armando Porto Alegre e Marcos Rogério Ratto.

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