Crise é a maior rebelião desde 63
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sábado, 31 de março de 2007
Agência Estado 
São Paulo - A revolta dos controladores de vôo militares em Brasília é a maior rebelião de militares ocorrida na Aeronáutica desde a dos sargentos, liderada por Antônio Prestes de Paula, em 1963, em Brasília. A diferença é que o protesto ficou restrito a um grupo menor dos praças, os controladores, enquanto que, no passado, atingiu diversos setores da Força Aérea.
Essa é a avaliação de oficiais generais ouvidos pela reportagem. Alguns deles temem que, dependendo de como a crise for debelada, a questão salarial possa se tornar explosiva nas Forças Armadas, com movimentos reivindicatórios atingindo outros setores, e criticam o antigo comandante da Força, o tenente-brigadeiro Luiz Carlos Bueno.
''O que está ocorrendo é o modelo típico de 63: meia dúzia de sindicalistas radicais insuflando a tropa'', afirmou o tenente-brigadeiro da reserva Sérgio Ferolla, ex-presidente do Superior Tribunal Militar (STM). Na rebelião de 63, os sargentos tomaram a Rádio Nacional, cortaram as ligações telefônicas de Brasília com o País e detiveram oficiais e um ministro do Supremo Tribunal Federal em protesto contra a decisão do Tribunal de declarar inelegíveis os praças e cassar o mandato de dois sargentos. A revolta foi reprimida pelo Exército, que prendeu 600 sargentos.
Ao comparar os dois movimentos, Ferolla, um dos mais respeitados oficiais da Aeronáutica, ressaltou o que chamou de contaminação sindical da tropa. ''O que estão fazendo com os passageiros é traição ao País, que está refém de alguns sargentos''. E defendeu ''cadeia grossa para quem está comandando isso aí''.


