A falta de pessoal e equipamento impede a utilização de 102 leitos do Hospital Regional de Cascavel (HRC) e também compromete o funcionamento do setor de tratamento de câncer. O estabelecimento, mantido pelo Estado e pelo Sistema Único de Saúde (SUS), único hospital público do Oeste paranaense, tem sido criticado por usuários.
A crise do HRC será discutida no final da tarde de hoje, na reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Todos os deputados da região foram convidados para o encontro. A Unioeste deverá assumir o HRC, como hospital universitário (HU), para aulas práticas da área de saúde.
Os problemas são agravados pelo grande número de pessoas encaminhadas de todos os municípios da região para atendimento - inclusive consultas - sem que exista uma contrapartida das prefeituras para superar as dificuldades. Embora o hospital seja especializado em pronto-socorro, diariamente são realizadas 250 consultas, que deveriam ser feitas nos postos de saúde das prefeituras. ‘‘Casos de urgência ou emergência são raros’’, diz a diretora geral do HRC, médica Lilimar Mori.
Atualmente, o HRC conta com 550 funcionários. A carência, segundo a diretoria, é de mais 200 funcionários na área de enfermagem e 100 na área administrativa.
A diretora relata que o HRC tem custo mensal de R$ 800 mil, dos quais R$ 300 mil com salários dos funcionários. Os 160 médicos recebem do SUS. A receita que vem do Sistema Único de Saúde é de R$ 200 mil. O restante fica integralmente por conta do Estado.Edson MazzettoSobrecargaPronto-socorro do HRC: futuro hospital universitário recebe pacientes de outros municípios, faz 250 consultas diárias e recebe críticas de usuáriosPaulo Pegoraro

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