CRISE - Rede municipal tentará absorver demanda do HU
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sexta-feira, 15 de abril de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
O secretário de Saúde de Londrina, Gilberto Martin, afirma que, em um primeiro momento, o município terá de absorver a demanda resultante da suspensão de atendimento do Pronto-Socorro do Hospital Universitário (HU) com a estrutura que já existe. Porém, no caso do fechamento da Central de Tratamento de Queimados (CTQ) não há como fazer isso. "Não há como resolvermos isso com recursos do município. A implantação do Centro de Tratamento de Queimados foi uma batalha de muitos anos e foi inaugurado quando eu era secretário estadual de Saúde. Acho que não pode haver por parte do Estado uma omissão em relação a essa questão." A decisão de restringir o PS e fechar a CTQ a partir de segunda-feira foi anunciada ontem pela reitoria da UEL e superintendência do HU.
Martin ressaltou que o CTQ de Londrina acolhe quase toda a demanda do interior do Paraná. "Não são pacientes somente de Londrina e não são só da região. Ontem (quinta-feira) havia 70 pacientes internados que vieram de todas as regiões do Estado. São casos que, antigamente, antes da implantação do CTQ do HU de Londrina, morriam no transporte em direção a Curitiba", afirmou.
Quanto ao atendimento do PS, o secretário afirma que o município irá se reprogramar para absorver a demanda. "O PS do HU atendia algo em torno de 500 pessoas por dia. Vamos ter que identificar esses pacientes, que vem de todas as regiões, e automaticamente absorver nos nossos prontos atendimentos (UPA), que, por sinal, já estão sobrecarregados", explicou. Ressaltando que o HU é uma referência regional, o secretário disse que tem conversado com a superintendência do HU para organizar e articular formas de absorver a demanda.
O promotor de Justiça de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, defende a mobilização da comunidade londrinense "para se insurgir contra essa falta de reposição de funcionários. Todos os canais políticos têm que ser utilizados porque esse abandono em que se encontra o HU não pode acontecer".
Ele relata que há dois meses o Ministério Público entrou com uma ação civil pública contra o governo estadual e contra a Universidade Estadual de Londrina (UEL)determinando a ampliação do PS e contratação de funcionários para o HU, mas não obteve sucesso.


