Cripta abrigará corpos de arcebispos
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quinta-feira, 27 de março de 2014
Marian Trigueiros<br>Reportagem Local 
Londrina Tradicionalmente, criptas são construções feitas no subsolo ou na parte inferior de igrejas para abrigar os corpos de religiosos. Em vários países, por muitos anos, santos e mártires também eram enterrados no local. Hoje, as mais modernas são de mármore e granito, mas, criptas centenárias de pedras ainda são encontradas. Mundo afora, existem muitas que são famosas por sua história. Em Jerusalém está a cripta de Santa, que é onde teria sido encontrada a cruz na qual Jesus Cristo morreu, e a de São Pedro, em Roma.
Há pouco mais de um mês, está sendo construída uma cripta na Catedral de Londrina. O local, que deve ser finalizado em meados de maio, terá uma capela e espaço para abrigar 12 corpos, apenas de arcebispos. A medida começou a ser pensada um ano atrás, quando o pároco da catedral, monsenhor Bernard Gafá, foi pedir autorização na Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), mas obteve a informação de que não poderia por força de lei municipal que previa que sepultamentos na cidade poderiam acontecer somente em cemitérios. "Não era possível obter licença ambiental, pois havia esse impedimento legal", conta.
No entanto, no início deste ano a Câmara de Vereadores aprovou uma alteração na lei, acrescentando um parágrafo ao artigo 287 do Código de Posturas do Município. Originalmente, o artigo dizia "Nenhuma inumação poderá se realizar fora dos cemitérios". Com a mudança, acrescentou-se "desde que obedecidas todas as normas técnicas necessárias ao empreendimento, em especial as ambientais". A fim de evitar a contaminação do solo, monsenhor garante que a cripta está sendo construída com paredes reforçadas, isolamento e drenos para cada um dos lóculos. Porém, não soube informar sobre o processo de licenças ambientais, que estaria sob responsabilidade da empresa de consultoria Master Ambiental.
A empresa, por sua vez, não passou informações sobre o projeto ou licenças em tramitação alegando sigilo do cliente.
A superintendente da Acesf, Sonia Gimenez, disse que tinha conhecimento do processo de pedido para a construção de apenas três criptas. Segundo ela, o processo passa por três fases: licença prévia, de instalação e operação. "Mas somente o IAP (Instituto Ambiental do Paraná) pode dizer se foi autorizado ou não. Há ainda a necessidade de parecer técnico do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) sobre o uso e ocupação do solo."
O IAP informou somente que existe o processo no órgão e não poderia repassar mais detalhes. O Ippul comentou que não há nenhum pedido de certidão de óbice para uso e ocupação do solo.
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