O Instituto de Criminalística de Londrina chegou à conclusão, ontem à tarde, que o empresário Antônio Caporali, 79 anos, foi morto pelo comerciante Geraldo Fernandes, 28 anos. O crime aconteceu na tarde de 27 de março, quando somente os dois estavam na empresa Transpetrol, localizada na Rua Bahia, 1.334.
O resultado do laudo foi divulgado logo após a realização de reconstituição técnica feita na sala da diretoria da empresa, onde Caporali teria sido morto, e no escritório onde Geraldo foi encontrado ferido, ao lado de um aparelho telefônico.
‘‘Não temos dúvida que Caporali foi morto por Geraldo. Tínhamos este resultado uma semana depois do crime, mas estávamos esperando o laudo do Hospital Evangélico para sabermos onde estavam localizadas as perfurações dos tiros disparados em Geraldo. Como estava demorando muito, resolvemos finalizar o laudo assim mesmo’’, afirmou o perito criminal Geraldo Gonçalves Filho. O revolver calibre 38, cano curto, pertencia a Caporali.
O perito disse que começou a elucidar o crime apontando Caporali como quem iniciou o tiroteio. Ele teria disparados três vezes, atingindo Geraldo com dois disparos no tórax e um na mão. Geraldo foi ferido na mão quando tirou a arma do agressor. Na troca de tiros ele teria disparado uma vez contra Caporali e recarregou a arma. Neste espaço de tempo Caporali fugia para a sala da diretoria. Com a arma recarregada, mesmo ferido, Geraldo foi até onde estava Caporali e disparou mais duas vezes no tórax dele. Após matar Caporali, Geraldo voltou para a sala do escritório e por telefone chamou o Siate.
O perito informou ainda que foram feitos exames do tipo sanquíneo de Geraldo (tipo O). Ele garantiu que o tipo de sangue encontrado na arma, no telefone, na gaveta e no chão do escritório eram de Geraldo. O delegado do 1º Distrito Policial, Valter Lemos, que preside o inquérito, assistiu a reconstituição do crime e disse que ainda não ouviu o depoimento de Geraldo. Ele enfatizou que o motivo da briga seria porque Caporali vendeu há um ano a empresa para Geraldo e queria desfazer o negócio, por não ter recebido parte da dívida.

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